Quase 40 dias após o início do conflito no Oriente Médio, os reflexos seguem sendo sentidos no Brasil, especialmente no bolso dos consumidores. Em Ribeirão Preto, o aumento nos combustíveis tem impactado diretamente o custo de vida e a cadeia de produção.
Nos últimos 30 dias, o diesel registrou a maior alta na cidade, com aumento superior a R$ 1,60, chegando a uma média de R$ 7,57 nas bombas. A gasolina também subiu, com variação próxima de 70 centavos, enquanto o etanol teve aumento mais moderado no período.
O encarecimento dos combustíveis afeta não apenas quem abastece, mas toda a cadeia logística. O diesel, principal insumo do transporte rodoviário, eleva o custo do frete e, consequentemente, o preço final dos produtos.
Além disso, o impacto se estende ao setor agrícola. Com o início da safra da cana-de-açúcar, o uso intensivo de máquinas e transporte depende diretamente do diesel, o que pode refletir também no preço do etanol nas próximas semanas.
Efeito cadeia
O aumento dos combustíveis já começa a ser sentido em outros setores, como o gás de cozinha. Em Ribeirão Preto, o botijão de 13 kg passou de R$ 118 para cerca de R$ 135 na retirada, podendo chegar a R$ 140 com entrega.
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Para pequenos empreendedores, como confeiteiros e comerciantes, o impacto é direto no custo operacional. O aumento do gás e do transporte reduz margens de lucro e pode levar ao repasse de preços ao consumidor final, afetando também a demanda.
Medidas e cenário
O governo federal anunciou medidas para tentar conter os impactos, incluindo subsídios ao diesel e ações voltadas à importação de GLP. No entanto, ainda não há garantia de efeitos imediatos nos preços.
A tendência, segundo o setor, é de manutenção da pressão sobre os custos no curto prazo, com possibilidade de novos aumentos ao longo do mês. O cenário reforça a preocupação de consumidores e empresários diante da escalada dos preços.



