Empresas com alta rotatividade de funcionários também apresentam índices maiores de inadimplência, segundo estudo da Serasa. Na análise apresentada pelo professor David Forli, na coluna CBN Carreiras e Lideranças, a inadimplência chega a 44% entre empresas em que os profissionais permanecem de três a seis meses. Já nas organizações em que o tempo médio de permanência fica entre 36 e 60 meses, o índice é de 20%. O especialista ressalta que os dados indicam uma correlação, mas não comprovam uma relação de causa e consequência.
Além dos custos trabalhistas com demissões, a saída frequente de funcionários exige novos processos de recrutamento, seleção e treinamento. A rotatividade também pode comprometer os vínculos com clientes e fornecedores, além de provocar a perda de conhecimento e da cultura organizacional. Para David Forli Inocente, investir na retenção de profissionais é uma estratégia para fortalecer a saúde financeira das empresas. Ele destaca a importância de capacitar as lideranças continuamente, melhorar a qualidade de vida percebida pelos funcionários e cuidar dos primeiros 90 dias de quem chega à organização.
O professor também alerta que a saída frequente de colegas pode gerar insegurança entre os profissionais que permanecem na empresa, criando um efeito manada. Por isso, a retenção deve ser tratada como prioridade pelas lideranças, e não apenas por meio de ações pontuais. Ouça o áudio completo da coluna CBN Carreiras e Lideranças.