A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta sexta-feira (14), produtos que prometem o mesmo efeito das chamadas canetas emagrecedoras. A determinação foi publicada no Diário Oficial da União e envolve chás, cápsulas e produtos fitoterápicos que fazem promessas de perda de peso.
Entre os produtos citados na reportagem estão aqueles que utilizam termos como “Mounjaro”, “três vezes turbo”, “detox” e “milagroso” para divulgar os efeitos prometidos. Em entrevista à CBN, o médico endocrinologista Mateus Squetini alertou para os riscos do consumo de produtos sem registro, procedência conhecida e estudos que comprovem segurança e eficácia.
Riscos dos chás
Segundo Squetini, produtos sem registro não permitem ao consumidor saber a procedência, a segurança ou mesmo o que existe em sua composição. O médico também afirmou que chás e fitoterápicos não possuem estudos que demonstrem efetividade na perda de peso e, por isso, não são indicados para o tratamento da obesidade.
O endocrinologista também chamou atenção para os riscos de alguns chás consumidos em excesso. Segundo ele, determinadas substâncias podem provocar alterações no fígado, principalmente quando a procedência e a quantidade dos componentes não são conhecidas.
Canetas emagrecedoras
As chamadas canetas emagrecedoras ganharam espaço no tratamento da obesidade, segundo o médico. Ele explicou que essas medicações também atuam em comorbidades, como pré-diabetes e gordura no fígado, além de oferecerem segurança cardiovascular e renal.
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Por outro lado, o custo elevado dessas medicações ainda dificulta o acesso. De acordo com Squetini, isso abre margem para falsificações, contrabando de medicamentos vindos do Paraguai e manipulações por farmácias sem procedência adequada, aumentando os riscos para os pacientes.
Acompanhamento médico
Para o endocrinologista, a obesidade precisa ser acompanhada por profissionais qualificados, com acompanhamento adequado e de longo prazo. O tratamento deve utilizar medicações aprovadas, cuja procedência e segurança sejam conhecidas.
Squetini também alertou que acreditar que um chá ou produto semelhante será responsável pelo emagrecimento pode resultar apenas em perda financeira e, em alguns casos, prejuízos à saúde. O médico reforçou que o consumo desses produtos não deve substituir o acompanhamento e a orientação profissional.



