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Aumento do tabagismo reacende alerta para câncer de boca e uso de cigarro eletrônico

Especialista destaca riscos do tabaco, dificuldade para abandonar o vício e importância do diagnóstico precoce do câncer de boca
tabagismo
DrAbbate de Getty Images/Canva

O aumento no número de fumantes no Brasil voltou a colocar os impactos do tabagismo no centro das discussões sobre saúde pública. Dados do relatório Vigitel Brasil 2006–2024, divulgado pelo Ministério da Saúde no fim do ano passado, indicam que 11,5% da população brasileira se declara fumante de cigarro convencional, acima dos 9,2% registrados em 2023.

Além do cigarro tradicional, médicos demonstram preocupação com o crescimento do uso de cigarros eletrônicos, especialmente entre adolescentes e jovens, ampliando a exposição à nicotina e a outras substâncias consideradas nocivas.

Em Ribeirão Preto, dados apresentados recentemente pela Secretaria da Saúde apontaram que 527 pessoas foram atendidas por programas de incentivo ao abandono do tabagismo e aproximadamente metade delas conseguiu parar de fumar.

Riscos do tabaco

Segundo o médico oncologista Carlos Fruet, os efeitos do cigarro vão muito além do câncer de pulmão e incluem diferentes tipos de tumores e doenças graves. Entre os tipos de câncer relacionados ao tabagismo estão os de boca, garganta, laringe, esôfago e estômago.

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O especialista também destacou que existem doenças pulmonares não oncológicas associadas ao consumo de nicotina e que podem ser irreversíveis. O médico chamou atenção para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos e afirmou que os impactos desse consumo tendem a aparecer de forma mais evidente nos próximos anos.

De acordo com o oncologista, o primeiro passo para abandonar o cigarro é a decisão individual de interromper o hábito, seguida pela busca por acompanhamento adequado. Ele explicou que o tratamento costuma envolver diferentes profissionais e exige abordagem multidisciplinar, incluindo suporte psicológico e, em alguns casos, uso de medicamentos. Segundo o especialista, o processo costuma ser gradual e não existe uma única estratégia que funcione da mesma forma para todas as pessoas.

Câncer de boca

Ao comentar os sinais de alerta para o câncer de boca, Fruet explicou que os primeiros sintomas normalmente aparecem por meio de feridas ou lesões que não cicatrizam. Segundo ele, alterações persistentes por mais de duas ou três semanas devem ser avaliadas por profissionais de saúde. Nos casos mais avançados, o paciente também pode apresentar dificuldade para engolir e aumento de caroços na região do pescoço.

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Em relação ao tratamento, o oncologista afirmou que, quando o tumor está localizado, a cirurgia costuma ser a principal alternativa. Em situações mais avançadas, podem ser utilizados outros recursos terapêuticos, dependendo da evolução da doença.

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