A queda da abstenção, a mobilização nas redes sociais e as estratégias adotadas durante o segundo turno estão entre os fatores que ajudam a explicar o crescimento da votação de Lula, segundo o cientista político Bruno Silva, na coluna De Olho na Política. Ele destacou que a participação eleitoral aumentou, com redução das abstenções e dos votos brancos e nulos, favorecendo a conquista de novos votos pelo presidente. Na região de Ribeirão Preto e Franca, Lula ampliou sua votação em 29% e venceu em sete cidades, apesar da predominância de Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
Bruno avaliou que a campanha de Lula conseguiu ampliar o engajamento digital, mobilizar eleitores e explorar a rejeição ao adversário. Na análise, ele também apontou erros da campanha de Flávio Bolsonaro, como a aproximação com lideranças políticas tradicionais e manifestações que teriam sido interpretadas como sinais de soberba. O cientista político ainda destacou que os eleitores podem escolher candidatos de diferentes campos políticos para cargos distintos, já que os critérios de decisão variam conforme a disputa.
A coluna também abordou críticas à atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques em relação à decisão sobre a extensão do horário de votação, além de questionamentos sobre a demora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em algumas decisões envolvendo as eleições. Bruno defendeu que os fatores que influenciam o comportamento do eleitor precisam ser analisados considerando a mobilização política, o ambiente digital e as particularidades de cada disputa. Ouça o áudio completo da coluna De Olho na Política.