A Câmara de Ribeirão Preto decidiu por unanimidade cassar o mandato do vereador Lincol Fernandes, do PL, por quebra de decoro parlamentar em processo relacionado à prática de rachadinha. A votação aconteceu durante sessão extraordinária realizada na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), já que o plenário da Câmara passa por reformas. Foram 20 votos favoráveis à cassação, enquanto o presidente da Casa, Daniel Gobbi, não votou.
O pedido de cassação foi apresentado pela comissão processante formada pelos vereadores Jean Corauci, Judete Zilli e Sargento Lopes. O relatório apontou devolução de parte dos salários de assessores ao vereador, além de afronta aos princípios da administração pública. A acusação de nomeação de funcionários fantasmas foi a única rejeitada pelos parlamentares. Durante a sessão, a defesa de Lincol Fernandes negou as acusações, pediu o arquivamento do processo e afirmou que recorrerá da decisão na Justiça.
A sessão também repercutiu politicamente pelo fato de ser a primeira cassação de vereador em Ribeirão Preto desde 2011, quando Oliveira Júnior perdeu o mandato. Durante o quadro De Olho na Política, o cientista político Bruno Silva destacou a necessidade de ampliar mecanismos de fiscalização, transparência e controle interno no Legislativo municipal para evitar novos casos semelhantes.
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