Os casos notificados de hepatite A apresentaram queda nas últimas semanas em Ribeirão Preto, segundo a Secretaria Municipal da Saúde. O maior pico de registros foi observado em abril, período em que autoridades intensificaram o monitoramento e as ações de prevenção diante do aumento da doença na cidade.
Apesar da redução nos números, a Vigilância em Saúde alerta que os cuidados devem ser mantidos. A subsecretária de Vigilância em Saúde, Luzia Márcia Romanholi Passos, destacou que o momento ainda exige atenção da população para evitar novos casos e conter a transmissão.
Monitoramento
De acordo com a Secretaria da Saúde, as medidas adotadas durante o aumento dos casos continuam em vigor. Entre elas estão o acompanhamento de pacientes, investigação de contatos e monitoramento em ambientes como escolas, residências e locais de trabalho.
A subsecretária reforçou a importância da notificação dos casos suspeitos e confirmados pelos serviços de saúde para que a Vigilância possa agir rapidamente e acompanhar possíveis transmissões. Segundo ela, o período de incubação da hepatite A é longo, o que facilita a disseminação da doença antes mesmo do aparecimento dos sintomas.
A transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral, por meio do consumo de água ou alimentos contaminados e pelo contato entre pessoas. Por isso, a orientação é reforçar medidas de higiene, especialmente a lavagem frequente das mãos.
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Sintomas
A Secretaria da Saúde também orienta a população a ficar atenta aos sintomas da hepatite A. Entre os sinais mais comuns estão dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes esbranquiçadas.
Pessoas com sintomas ou diagnóstico confirmado devem evitar frequentar o trabalho, a escola ou outros ambientes coletivos para reduzir o risco de transmissão. A recomendação vale principalmente para quem manipula alimentos ou compartilha objetos em locais fechados.
Segundo Luzia Márcia Romanholi Passos, o isolamento temporário dos pacientes é uma das principais estratégias para interromper a cadeia de transmissão da doença no município.
Vacinação
A Secretaria destacou ainda a importância da vacinação infantil contra a hepatite A. A imunização está disponível para crianças de 15 meses até 4 anos e 11 meses nas unidades de saúde da cidade.
De acordo com a Vigilância em Saúde, a maioria dos casos registrados atualmente não envolve crianças vacinadas. Os poucos registros em menores de idade ocorreram em pacientes que tiveram contato com familiares infectados.
A orientação aos pais e responsáveis é verificar a carteira de vacinação e procurar uma unidade de saúde caso a criança ainda não tenha recebido a dose contra a hepatite A.



