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CEE ouve antigo superintendente do IPM na Câmara

Ouça a reportagem de Monize Zampieri para a CBN Ribeirão
CEE superintendente IPM
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Luiz Carlos Teixeira, ex-superintendente do Instituto de Previdência Municipal (IPM), compareceu à Câmara Municipal na última quinta-feira para prestar esclarecimentos à comissão especial responsável por analisar a legalidade da restituição de R$ 37 milhões feita pelo IPM à prefeitura no início de agosto.

Entendimento sobre a Prescrição

Teixeira evitou comentar o repasse efetuado após sua saída, mas enfatizou seu entendimento de que a cobrança prescrevia em cinco anos. Ele foi o responsável por identificar, no início do ano, que tanto a prefeitura quanto os servidores municipais contribuíam com valores superiores ao devido para a previdência.

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Restituições e Compensações Propostas

Em junho, Teixeira realizou a primeira restituição à prefeitura e aos servidores, no valor de aproximadamente R$ 20 milhões, referentes aos anos de 2009 a 2013. Diferentemente do repasse posterior, cobrado do IPM pela gestão Darcy, essa primeira restituição não foi retirada da reserva técnica do instituto. A prefeitura defende a legalidade de ambas as restituições, mesmo com a segunda tendo sido judicializada, alegando não haver prescrição ou problemas com a reserva blindada.

Teixeira também revelou ter proposto à prefeitura uma compensação entre o valor devido à administração e os cerca de R$ 40 milhões que o governo municipal deve ao IPM, decorrentes de pagamentos feitos pelo instituto que seriam de responsabilidade da prefeitura. A gestão Darcy não aceitou a compensação, alegando duplicidades na listagem apresentada pelo IPM, que, segundo Teixeira, eram mínimas.

Equilíbrio Atuarial e Reserva Técnica

O ex-superintendente afirmou ter deixado o IPM com equilíbrio atuarial. No entanto, admitiu que qualquer retirada da reserva técnica do instituto, destinada exclusivamente ao pagamento de benefícios, comprometerá as contas futuras, impactando os beneficiários.

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Pedido de Exoneração e Desentendimento

Teixeira reiterou que solicitou sua exoneração após um impasse envolvendo os secretários de Administração e o sindicato dos servidores, relacionado a uma parcela do acordo não homologado do 5.15. Sem a intercopia do acordo, Teixeira não repassou a parcela, sendo posteriormente desautorizado pelo secretário após pressão do sindicato.

Em outro âmbito, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte se reuniu para ouvir o Secretário de Administração sobre a quebra de contrato entre a prefeitura e o consórcio Prourbano. O depoimento foi sugerido por um vereador da oposição, após declarações da secretária substituta de negócios jurídicos da prefeitura. A CPI avalia a possibilidade de encerrar seus trabalhos.

O depoimento de Teixeira lança luz sobre aspectos financeiros e administrativos do IPM, bem como sobre as relações entre o instituto, a prefeitura e os servidores.

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