O preço da cesta básica voltou a subir em Ribeirão Preto e já custa cerca de R$ 916, segundo levantamentos do IBGE e do Centro de Pesquisas Econômicas (Ceper) da USP Ribeirão Preto. Com o aumento, o conjunto de alimentos essenciais compromete mais de 55% do salário mínimo, atualmente em R$ 1.518.
Entre os itens que mais pressionaram o orçamento dos consumidores estão o feijão, a batata inglesa, o tomate italiano e a banana nanica. Apesar da alta, comerciantes afirmam que alguns produtos já começam a apresentar redução de preços nas últimas semanas.
Alimentos
O feijão registrou alta de quase 14%, reflexo da menor oferta, de problemas na safra e das condições climáticas.
No setor de hortifrúti, a batata inglesa subiu mais de 17%, o tomate italiano teve aumento superior a 9% e a banana nanica ficou mais de 8% mais cara. Segundo especialistas, o frio das últimas semanas atrasou a maturação do tomate e reduziu a oferta do produto, enquanto a banana teve menor disponibilidade nas principais regiões produtoras.
Consumidores ouvidos pela CBN afirmam que o aumento tem sido sentido nas compras do dia a dia. Muitos relatam a necessidade de pesquisar mais os preços, reduzir a quantidade de produtos adquiridos ou até aumentar a jornada de trabalho para compensar os gastos.
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Consumidores
O casal Breno Souza e Gabriele Dominguez percebeu o aumento durante as compras após retornar das férias.
Segundo eles, mesmo levando menos de 25 produtos, o valor da conta ficou acima do esperado. Além da alta dos preços, eles também relatam aumento no custo de itens como café e carne bovina e dizem notar queda na qualidade de alguns alimentos industrializados.
Produtos
Apesar da pressão sobre a cesta básica, o gerente de um supermercado em Ribeirão Preto, Antônio Noventa, afirma que alguns produtos começaram a ficar mais baratos nas últimas semanas.
Segundo ele, o tomate e a batata apresentaram queda em relação ao início do mês. Além disso, arroz, óleo de soja e carne de frango também registram preços mais estáveis ou em redução, ajudando a compensar parte da alta de outros alimentos.
Ainda assim, ele destaca que produtos perecíveis, como carnes e hortifrutis, sofrem oscilações frequentes devido à oferta, demanda e ao curto prazo de validade.
Orientação
Para reduzir o impacto da inflação dos alimentos, supermercados procuram reforçar os estoques quando os preços estão mais baixos. No entanto, essa estratégia é limitada para produtos com menor vida útil, como carnes e alguns hortifrutis.
A principal recomendação para os consumidores continua sendo pesquisar os preços antes das compras e comparar valores entre diferentes estabelecimentos.



