Celebrado em 22 de julho, o Dia Mundial do Cérebro chama a atenção para a importância dos cuidados com a saúde neurológica. Embora exames preventivos de imagem não sejam indicados de rotina, especialistas alertam que sintomas persistentes, como dores de cabeça, tonturas, alterações na visão, insônia, desmaios e esquecimentos, podem indicar a necessidade de uma avaliação médica.
Em entrevista à CBN Ribeirão Preto, o neurocirurgião Leandro Miranda Macedo explicou que o cérebro, assim como outros órgãos do corpo, é influenciado pelos hábitos de vida e pode dar sinais importantes quando algo não está bem.
Sintomas
Segundo o médico, não existe uma idade específica para começar a se preocupar com doenças neurológicas. Embora algumas enfermidades, como tumores cerebrais, sejam mais frequentes após os 60 anos, pessoas mais jovens também podem ser afetadas.
O especialista explica que dores de cabeça persistentes, episódios de confusão mental, perda de memória, tremores, fraqueza, dormência e alterações neurológicas associadas merecem investigação. Nesses casos, exames como tomografia e ressonância magnética podem ser indicados para identificar possíveis alterações estruturais.
Ele ressalta, no entanto, que esses exames não fazem parte de uma rotina preventiva para pessoas sem sintomas.
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Enxaqueca
O neurocirurgião também destacou que a enxaqueca é considerada uma doença de exclusão. Antes de confirmar o diagnóstico, é necessário investigar outras possíveis causas para a dor de cabeça, como alterações na visão, hipertensão, diabetes, distúrbios hormonais e deficiências de vitaminas.
Além do tratamento medicamentoso, o especialista reforça a importância da prática regular de atividade física, de uma boa rotina de sono e do controle do estresse. Segundo ele, esses hábitos ajudam a reduzir tanto a frequência quanto a intensidade das crises de enxaqueca.
Envelhecimento cerebral
Durante a entrevista, o médico também abordou doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. Segundo ele, o aumento do número de casos de Alzheimer está relacionado ao envelhecimento da população.
De acordo com o especialista, manter o cérebro estimulado por meio da leitura, jogos, aprendizado contínuo e atividade física pode contribuir para reduzir o risco de demências.
Na área da neurocirurgia, ele destacou que houve avanços importantes nos últimos anos, com procedimentos menos invasivos e novas alternativas de tratamento para doenças como o Parkinson, incluindo a estimulação cerebral profunda em casos específicos.
O neurocirurgião reforça que cuidar da saúde como um todo também significa cuidar do cérebro, já que hábitos saudáveis continuam sendo uma das principais estratégias de prevenção de doenças neurológicas.



