O aumento da permanência em ambientes fechados durante o inverno favorece a circulação de vírus respiratórios e também da conjuntivite viral. Com temperaturas mais baixas, é comum que pessoas compartilhem espaços com pouca ventilação, aumentando o risco de transmissão da doença.
Segundo o médico oftalmologista Marcelo Jordão, a conjuntivite viral tem sido frequente nesta época do ano. O especialista explica que a doença é causada, principalmente, pelo adenovírus, que provoca inflamação na conjuntiva, a membrana que recobre a parte branca dos olhos.
Além da vermelhidão, a doença pode causar secreção, dor, irritação e coceira, sintomas que variam de intensidade de acordo com o vírus e o estado imunológico do paciente.
Transmissão
A principal forma de transmissão da conjuntivite viral é o contato direto com pessoas ou objetos contaminados. Coçar os olhos e, em seguida, tocar outras pessoas, celulares, corrimãos ou superfícies compartilhadas facilita a disseminação do vírus.
Por esse motivo, o especialista reforça que a higiene das mãos é uma das principais medidas para interromper a cadeia de transmissão. Lavar as mãos com frequência e evitar levar as mãos aos olhos são cuidados importantes durante todo o período de circulação da doença.
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Sintomas
Os primeiros sinais costumam ser irritação, vermelhidão e aumento da secreção ocular, principalmente ao acordar. Em alguns casos, a doença pode evoluir e atingir a córnea, provocando redução da visão.
O médico orienta que qualquer agravamento dos sintomas, persistência da secreção ou comprometimento da visão deve motivar uma avaliação com um oftalmologista. A recomendação também vale para quem utiliza lentes de contato, que devem ser retiradas durante o tratamento. No caso das lentes descartáveis, elas devem ser descartadas após o diagnóstico.
Tratamento
Marcelo Jordão destaca que o tratamento depende da avaliação médica e alerta para os riscos da automedicação. Segundo ele, colírios não devem ser utilizados sem orientação de um especialista.
Para a higiene dos olhos, podem ser utilizados água filtrada, soro fisiológico ou água boricada, desde que apenas para limpeza externa. O oftalmologista ressalta que esses produtos não devem ser pingados diretamente nos olhos sem indicação médica.
Durante o período da doença, também é recomendado evitar contato próximo com outras pessoas nos primeiros dias, reduzindo o risco de transmissão.



