A construção civil do estado de São Paulo encerrou o mês de março com saldo positivo de quase 10 mil empregos com carteira assinada. O resultado mantém o estado na liderança nacional da geração de vagas no setor, concentrando cerca de 27% das contratações e dos vínculos ativos da construção civil no país.
Ao todo, o estado fechou o período com mais de 840 mil trabalhadores formais no segmento. Os números consideram a diferença entre admissões e desligamentos registrados no período. Em Ribeirão Preto, o saldo foi de 18 vagas formais criadas em março. A cidade terminou o mês com cerca de 53,7 mil trabalhadores com carteira assinada na construção civil.
Segundo o diretor regional do SindusCon-SP, Fernando Junqueira, o desempenho em Ribeirão Preto ainda está abaixo de outros grandes municípios paulistas, como Campinas, Bauru, Santo André e Presidente Prudente. Apesar disso, a expectativa do setor é de crescimento nos próximos meses, impulsionado principalmente pelo início de novas obras de interesse social previstas para a região. De acordo com Junqueira, os lançamentos desses empreendimentos já começaram, mas a fase de contratação de trabalhadores deve ganhar força entre junho e agosto.
Custos elevados
O setor também acompanha com preocupação o aumento nos custos da construção civil. Segundo o representante do SindusCon-SP, fatores externos e internos têm pressionado o preço de materiais e serviços utilizados nas obras. Entre os pontos citados estão o aumento no valor do petróleo, do PVC, de cabeamentos e de materiais básicos da construção.
O setor também monitora possíveis impactos relacionados a mudanças na jornada de trabalho e aos custos de mão de obra. Fernando Junqueira afirmou ainda que as obras de interesse social enfrentam maior dificuldade para absorver reajustes, já que os programas habitacionais possuem limitações para atualização dos valores dos contratos.
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Expectativa positiva
Mesmo diante das incertezas econômicas, o SindusCon-SP mantém expectativa positiva para os próximos meses em Ribeirão Preto e na região metropolitana. Segundo Junqueira, a aprovação de novos projetos e o avanço de empreendimentos devem fortalecer a geração de empregos formais no setor da construção civil ao longo do ano.
O dirigente destacou ainda que a construção civil continua sendo um dos segmentos mais importantes para movimentar a economia regional, inclusive com impacto indireto em prestadores de serviço e pequenas empresas ligadas às obras.



