CBN Ribeirão 90,5 FM
- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Especialista destaca avanços no tratamento e prevenção do HIV no Brasil

Infectologista reforça importância do diagnóstico precoce, da testagem e das novas estratégias de prevenção contra o HIV
HIV
Canva

O Dia Mundial da Conscientização sobre a Necessidade de uma Vacina Contra o HIV reacende o debate sobre prevenção, diagnóstico precoce e avanços no tratamento da doença. Apesar de a vacina definitiva ainda representar um desafio para a ciência, especialistas apontam que o atual cenário é de controle e esperança para pacientes diagnosticados com o vírus.

Segundo o infectologista Luís Felipe Visconde, a medicina evoluiu de forma significativa nas últimas décadas, permitindo que pessoas vivendo com HIV tenham qualidade de vida, tratamentos mais toleráveis e expectativa de vida prolongada. De acordo com o especialista, os medicamentos atuais conseguem controlar a carga viral e impedir a progressão da infecção para a aids, além de reduzir drasticamente o risco de transmissão do vírus.

Evolução médica

O médico destacou que o HIV passou por uma das maiores transformações da história recente da medicina. Ele lembrou que, na década de 1980, o diagnóstico era associado a um cenário considerado alarmante e com poucas perspectivas de tratamento. Hoje, segundo ele, os tratamentos disponíveis apresentam poucos efeitos adversos e conseguem impedir que o vírus comprometa o sistema imunológico dos pacientes.

O infectologista explicou ainda que o diagnóstico precoce é fundamental para evitar a progressão da doença. Conforme o especialista, quando o HIV é identificado em fases iniciais, o tratamento consegue preservar o sistema imunológico e impedir complicações mais graves.

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Sintomas e testes

De acordo com Luís Felipe Visconde, a fase aguda da infecção costuma ocorrer entre duas e quatro semanas após o contato com o vírus e pode provocar sintomas semelhantes aos de uma gripe forte, como febre, dor de garganta e aumento de gânglios.

Após esse período, o paciente pode entrar em uma fase de latência, em que o vírus permanece no organismo sem causar sintomas evidentes, mas continua comprometendo o sistema imunológico ao longo do tempo. O médico reforçou a importância da testagem regular, especialmente para pessoas sexualmente ativas. Segundo ele, exames para HIV deveriam integrar a rotina de cuidados de saúde, assim como outros exames laboratoriais.

Prevenção moderna

Além do preservativo, o especialista destacou o avanço de estratégias modernas de prevenção, como a profilaxia pré-exposição (PrEP) e a profilaxia pós-exposição (PEP). A PrEP utiliza medicamentos antes de uma possível exposição ao vírus, funcionando como uma barreira preventiva. Já a PEP deve ser iniciada após situações de risco, preferencialmente nas primeiras 72 horas após a exposição.

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

O infectologista também ressaltou que os testes para HIV atualmente são mais rápidos, acessíveis e confiáveis, inclusive com opções disponíveis em farmácias. Apesar dos avanços científicos, ele afirmou que o preconceito ainda representa um desafio no enfrentamento da doença e pode dificultar a busca por diagnóstico e tratamento.

Veja também

Conteúdos

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.