Uma semana após o temporal que atingiu Ribeirão Preto e cidades da região, a CPFL Paulista informou que o fornecimento de energia foi totalmente restabelecido. A empresa, no entanto, segue com trabalhos de reconstrução de estruturas danificadas pelo vendaval, que causou a queda de postes, torres e árvores sobre a rede elétrica.
Em entrevista à CBN Ribeirão, Pedro De Aro, gerente de relacionamento da CPFL Paulista com o poder público, explicou que a operação foi de reconstrução da rede, e não apenas de restabelecimento do serviço. Segundo ele, o evento climático foi considerado severo, com impactos em diferentes pontos da região.
Recuperação
De acordo com Pedro De Aro, mais de 1.200 pessoas participaram da operação para recuperar o sistema elétrico após o temporal. A empresa registrou mais de 350 postes quebrados, além de mais de 54 torres de subtransmissão danificadas e árvores sobre a rede.
O trabalho priorizou inicialmente serviços essenciais, como hospitais, abastecimento de água e grandes blocos de carga. Segundo a CPFL, a energia foi retomada em regime de contingência, com ajustes pontuais ainda sendo realizados em alguns locais.
Estrutura
Para atender à demanda emergencial, a CPFL mobilizou mais de 300 equipes que trabalharam de forma ininterrupta desde a ocorrência do temporal. A empresa interrompeu obras em outras regiões para concentrar recursos em Ribeirão Preto e municípios afetados.
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Segundo Pedro De Aro, algumas estruturas ainda precisarão ser reconstruídas definitivamente, como torres de subtransmissão que foram retorcidas pelo vento. A previsão é de novos investimentos para reforçar a rede elétrica.
A cidade de Guariba foi apontada como uma das mais afetadas pelo temporal. Segundo a CPFL, houve danos causados por telhados e coberturas de ginásios que foram lançados contra a rede elétrica, mas o atendimento no município já foi restabelecido.
Arborização
Após o impacto causado pela queda de árvores, a CPFL destacou a importância do planejamento da arborização urbana. A empresa informou que mantém programas em parceria com as prefeituras para avaliar árvores que apresentam risco à população.
Segundo Pedro De Aro, o objetivo é promover uma arborização mais segura, com a retirada de árvores que estejam doentes ou comprometendo a segurança e o plantio de novas espécies em locais adequados.
O gerente ressaltou que a avaliação é feita por meio de laudos e que a medida não envolve a retirada de árvores sem necessidade, mas ações voltadas à prevenção de riscos.



