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Defesa Civil diz que ventos extremos ainda são desafio para previsão e inicia fase de reconstrução após temporal

Segundo a Defesa Civil do Estado, rajadas registradas na região superaram as previsões meteorológicas; municípios já entram na etapa de vistorias para reconstrução
Defesa Civil
Reprodução

A Defesa Civil do Estado de São Paulo afirmou que a intensidade dos ventos que atingiram Ribeirão Preto e cidades da região durante o temporal da última sexta-feira surpreendeu os sistemas de monitoramento meteorológico. Segundo o diretor de Comunicação da Defesa Civil, capitão Maxwel Souza, a previsão inicial indicava rajadas entre 60 e 70 km/h, mas os ventos registrados foram muito superiores.

Em entrevista à CBN Ribeirão, o capitão explicou que, embora a passagem da frente fria tenha sido prevista com antecedência e alertas tenham sido emitidos à população, a tecnologia disponível ainda enfrenta limitações para estimar com precisão a força dos ventos extremos, como os registrados na região.

Monitoramento e alertas

Segundo Maxwel Souza, a Defesa Civil identificou a aproximação da frente fria ainda na quarta-feira e alertou sobre a possibilidade de chuva e ventos fortes.

Na madrugada de sexta-feira, quando os radares detectaram a chegada da tempestade, foi enviado um alerta por SMS à população por volta das 5h30. No entanto, a magnitude das rajadas não havia sido prevista pelos modelos meteorológicos.

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De acordo com o capitão, esse tipo de fenômeno ainda representa um desafio para os centros de monitoramento meteorológico no Brasil e no exterior.

Para ampliar a capacidade de previsão, o Governo de São Paulo anunciou investimento de R$ 150 milhões na aquisição de oito novos radares meteorológicos, que serão incorporados ao sistema estadual de monitoramento.

Reconstrução

Passados quatro dias do temporal, a Defesa Civil afirma que os trabalhos deixam a fase emergencial e entram no processo de reconstrução.

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Segundo Maxwel Souza, todas as cidades que decretaram situação de emergência já tiveram o reconhecimento homologado pelo Estado, permitindo que as prefeituras solicitem recursos para obras de recuperação.

Atualmente, uma força-tarefa com mais de 20 engenheiros realiza vistorias técnicas em escolas, pontes, galerias pluviais e demais estruturas públicas atingidas para elaboração dos relatórios que irão subsidiar os pedidos de recursos.

Serviços

O diretor informou que o fornecimento de energia elétrica e água já foi praticamente normalizado na maior parte da região.

Segundo ele, Ribeirão Preto registra apenas ocorrências residuais no abastecimento de energia, enquanto os trabalhos seguem concentrados nas cidades mais afetadas.

Além da recuperação dos serviços essenciais, a Defesa Civil destacou o envio de mais de 11 mil itens de ajuda humanitária, entre água potável, colchões, cestas básicas, roupas, brinquedos e materiais de primeira necessidade às famílias atingidas.

Apoio

O capitão também destacou a atuação conjunta das Defesas Civis municipais, voluntários e equipes de diversas cidades do estado na desobstrução de vias, remoção de árvores e estruturas metálicas e atendimento às famílias afetadas.

Segundo ele, a resposta rápida foi resultado dos investimentos realizados nos últimos anos em capacitação e equipamentos para os municípios.

De acordo com Maxwel Souza, mais de 600 cidades paulistas receberam treinamento e kits operacionais para atuação em ocorrências relacionadas tanto a temporais quanto ao período de estiagem e incêndios.

Crédito

Além da assistência humanitária, o Governo do Estado informou que disponibilizou linhas de crédito para pequenos e médios produtores rurais afetados pelo temporal, por meio da Secretaria de Agricultura e da Desenvolve SP.

Equipes da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) também realizam vistorias em imóveis atingidos para identificar as necessidades das famílias e definir as medidas de apoio habitacional.

Segundo a Defesa Civil, também foram enviadas remessas de telhas para auxiliar moradores que tiveram as casas destelhadas.

Melhor previsão

Durante a entrevista, o capitão ressaltou que aperfeiçoar a previsão dos ventos é fundamental para reduzir riscos em eventos climáticos extremos.

Segundo ele, alertas mais precisos permitem orientar a população a evitar áreas de risco, reforçar previamente o trabalho das concessionárias e mobilizar equipes antes da chegada da tempestade.

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