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Defesa Civil alerta para risco de incêndios em Ribeirão Preto durante período de estiagem

Região deve voltar a níveis de emergência no mapa de risco de incêndios a partir do fim desta semana, segundo a Defesa Civil
Defesa Civil
Divulgação

O período de estiagem continua crítico no estado de São Paulo e exige atenção redobrada para o risco de incêndios, especialmente na região de Ribeirão Preto. Segundo o capitão Maxwell Souza, diretor de comunicação da Defesa Civil estadual, o cenário deve permanecer assim pelo menos até o fim de outubro.

A previsão é de aumento das temperaturas a partir de quinta-feira (27), com o mapa de risco de incêndios indicando nível de emergência, representado pela cor roxa, entre sexta-feira e sábado e durante os dias seguintes. A combinação de tempo seco, baixa umidade e temperaturas elevadas favorece a rápida propagação das chamas.

Risco elevado

De acordo com o capitão Maxwell Souza, a região enfrenta um período de estiagem marcado por mudanças bruscas de temperatura. Os termômetros podem passar de dias frios para máximas de 30°C a 32°C em pouco tempo, cenário que também exige atenção das equipes de monitoramento.

O diretor de comunicação da Defesa Civil afirma que nove em cada dez incêndios têm relação com alguma ação humana, seja criminosa ou não. Entre os exemplos estão a queima de folhas em terrenos, a utilização do fogo para limpeza de áreas rurais e fogueiras, além de incêndios provocados de maneira intencional.

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Na região de Ribeirão Preto, a presença de áreas de cana-de-açúcar aumenta a preocupação porque a palha é um material combustível que queima e se espalha rapidamente. O período também exige atenção de produtores rurais e da população para evitar situações que possam iniciar focos de incêndio.

Ações preventivas

A Defesa Civil também utiliza técnicas específicas para evitar que os incêndios alcancem outras áreas. Entre elas estão a queima prescrita e o fogo contra fogo, procedimentos realizados por brigadistas, bombeiros e profissionais da Fundação Florestal.

Outra medida adotada é a criação de aceiros, com a retirada da vegetação para formar uma faixa que separa áreas de plantação, como canaviais, de regiões de vegetação nativa. Segundo Maxwell, esse trabalho foi intensificado neste ano.

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A Defesa Civil também utiliza tecnologia para antecipar o risco e auxiliar no combate. O sistema Muralha do Fogo integra câmeras de propriedades privadas ao monitoramento do poder público, enquanto drones com câmeras termais e imagens de satélite ajudam a identificar áreas mais suscetíveis às queimadas.

El Niño

Segundo Maxwell Souza, o El Niño contribui para tornar mais extremos os períodos de estiagem já conhecidos na região. O fenômeno está relacionado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que provoca alterações nos padrões climáticos.

Na região de Ribeirão Preto, o efeito apontado pela Defesa Civil é de temperaturas mais elevadas e períodos de frio mais curtos. O capitão também relacionou ao fenômeno episódios de ventos intensos registrados na região.

A Defesa Civil afirma ainda que monitora as condições antecipadamente para programar ações de combate e deslocamento de equipes e equipamentos. A estratégia inclui experiências e técnicas utilizadas em outros locais que enfrentam períodos de incêndios, como Portugal, Espanha e Califórnia.

Em caso de emergência, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193, a Defesa Civil pelo 199 ou pelo 153. Para receber alertas da Defesa Civil no celular, é possível enviar um SMS para 4099 com o CEP de oito números da região de interesse.

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