A defesa de Ygor Felizardo, preso e confesso pela morte da sogra Leonice Moscon, de 61 anos, em Sertãozinho, anunciou que vai pedir à Justiça a abertura de um incidente de insanidade mental. O procedimento tem como objetivo avaliar se ele tinha capacidade de compreender e responder pelos próprios atos no momento do crime.
Segundo o advogado Augusto José da Costa, o suspeito possui um laudo anterior de transtorno afetivo bipolar e já havia sido investigado por uma suspeita de transtorno psiquiátrico delirante associado a agressividade. A defesa pretende verificar se esse histórico tem relação com o assassinato.
Avaliação psiquiátrica
De acordo com a legislação brasileira, uma pessoa considerada inimputável não deixa de receber uma medida judicial, mas pode ser encaminhada para tratamento em uma instituição adequada, em vez de cumprir pena em uma unidade prisional convencional.
O psicólogo forense Felipe Gomes explicou que a perícia psiquiátrica forense deverá avaliar o entendimento e a capacidade de autodeterminação do investigado no momento do crime. Segundo ele, a análise também pode investigar se algum transtorno mental influenciou o comportamento apresentado durante o homicídio.
Crime brutal
Leonice Moscon foi morta na segunda-feira (15) e, segundo o Instituto Médico Legal de Ribeirão Preto, recebeu pelo menos 38 golpes de faca. Após negar participação inicialmente, Igor confessou o crime em novo depoimento à Polícia Civil e afirmou que teve um impulso para cometer o assassinato.
A família da vítima rejeita a hipótese de doença mental e afirma que o suspeito agiu de maneira consciente. A filha de Leonice, Marilene Xavinato, afirma que a alegação de transtorno psiquiátrico seria uma tentativa de amenizar a situação dele perante a Justiça.
Investigação continua
Ygor Felizardo permanece preso preventivamente, sem prazo para término da prisão. Enquanto isso, a Polícia Civil segue investigando o caso e apura outras possíveis motivações para o crime, incluindo um possível interesse financeiro relacionado a um empréstimo bancário de R$ 13 mil feito pela vítima.
O próximo passo será a análise do pedido de incidente de insanidade mental pela Justiça. Caso seja determinado, o exame psiquiátrico poderá indicar se o investigado tem condições de responder criminalmente pelo homicídio ou se deverá ser considerado inimputável.



