O aumento das destituições de síndicos tem sido impulsionado principalmente pelo maior acesso dos condôminos às informações financeiras e administrativas dos condomínios. Com ferramentas digitais e aplicativos de administradoras, moradores conseguem fiscalizar com mais facilidade a gestão e identificar possíveis irregularidades, o que pode levar à convocação de assembleias para avaliar a permanência do gestor.
De acordo com o advogado especialista em direito condominial Henrique Sisdelli, a legislação permite a destituição quando há indícios de má administração, falta de prestação de contas ou até mesmo uma gestão considerada inadequada pelos moradores. Além disso, por se tratar de um cargo eletivo, fatores como relacionamento interpessoal e impopularidade também influenciam diretamente na permanência do síndico.
A falta de comunicação e transparência é outro ponto crítico. Síndicos que deixam de prestar contas de forma clara ou evitam o diálogo com os condôminos tendem a enfrentar maior resistência. Entre as boas práticas, o especialista recomenda antecipar a prestação de contas antes das assembleias e incentivar a participação dos moradores, fortalecendo a confiança e reduzindo conflitos. Quer entender melhor? Ouça a coluna Condomínio Legal completa.