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Dia Mundial do Vitiligo reforça conscientização e desmistifica doença de pele sem cura definitiva

Dermatologista explica causas, sintomas, tratamentos e mitos sobre o vitiligo, condição autoimune que provoca manchas brancas na pele e pode surgir em qualquer idade
Vitiligo
Dermatologista explica causas, sintomas, tratamentos e mitos sobre o vitiligo, condição autoimune que provoca manchas brancas na pele e pode surgir em qualquer idade

O Dia Mundial do Vitiligo, celebrado em 25 de junho, reforça a importância da conscientização sobre a doença e o combate ao preconceito. Em entrevista, a dermatologista Flávia Vilela explicou que o vitiligo é uma condição caracterizada pela perda de pigmentação da pele, que resulta no surgimento de manchas brancas em diferentes regiões do corpo.

Segundo a especialista, a causa exata ainda não é totalmente definida, mas há forte relação com fatores autoimunes, genéticos e gatilhos como estresse e uso de medicamentos. A condição não é rara e pode aparecer em qualquer fase da vida, embora seja mais comum entre adultos jovens.

De acordo com a dermatologista, o vitiligo está associado a um processo autoimune em que ocorre a destruição das células responsáveis pela pigmentação da pele. Fatores genéticos também podem influenciar, embora nem todas as pessoas com predisposição desenvolvam a doença ao longo da vida. Gatilhos como estresse e alguns medicamentos podem contribuir para o surgimento das manchas em pessoas suscetíveis.

Sintomas

O vitiligo se manifesta por meio de manchas brancas na pele, que podem surgir em qualquer parte do corpo, com maior frequência no rosto, mãos, pés e também em mucosas. A médica destaca que não há dor nem risco de transmissão, o que ajuda a desmistificar um dos principais equívocos sobre a doença. Apesar disso, o impacto é principalmente estético e psicológico, podendo afetar a autoestima dos pacientes.

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Embora não exista cura definitiva, o vitiligo pode ser controlado e apresentar melhora significativa com tratamento adequado. Entre as opções estão medicamentos tópicos, orais, fototerapia e acompanhamento psicológico, com abordagem multidisciplinar. Segundo a especialista, muitos pacientes conseguem repigmentação das lesões com os tratamentos disponíveis atualmente.

Mitos

A dermatologista reforça que o vitiligo não é contagioso e não pode ser transmitido por contato físico. Outro mito comum é a comparação com doenças de evolução rápida, como herpes, já que o vitiligo pode se manter ativo por longos períodos antes de entrar em remissão.

A doença pode surgir em qualquer idade, com maior incidência entre 20 e 30 anos, sem diferença significativa entre homens e mulheres. O uso de protetor solar e acompanhamento dermatológico são recomendados para controle e proteção da pele.

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