Mais de 500 mil brasileiros convivem com a Doença de Parkinson, número que pode chegar a 1 milhão até 2060. Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e do início rápido do tratamento para evitar o agravamento dos sintomas.
Durante o mês de abril, a campanha Tulipa Vermelha busca conscientizar a população sobre a doença, que é neurodegenerativa e afeta o controle dos movimentos. O reconhecimento dos primeiros sinais pode fazer diferença significativa na qualidade de vida dos pacientes.
Sintomas iniciais
De acordo com o neurologista Luciano Furlanetti, o principal sintoma do Parkinson não é necessariamente o tremor, como muitos imaginam, mas a lentidão dos movimentos, conhecida como bradicinesia.
Outros sinais incluem rigidez muscular e dificuldade para realizar tarefas do dia a dia, como caminhar, se alimentar ou se vestir. O diagnóstico é clínico e pode ser feito em consultório, desde que o profissional tenha experiência para identificar os sintomas.
Tratamento disponível
Embora ainda não exista cura, há tratamentos eficazes que ajudam a controlar os sintomas. A base do tratamento é a reposição da dopamina, substância responsável pelos movimentos, por meio de medicamentos.
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Além disso, abordagens multidisciplinares, como fisioterapia, atividade física e terapia ocupacional, são fundamentais. Em casos mais avançados, pode ser indicada a estimulação cerebral profunda, um procedimento cirúrgico que ajuda a estabilizar os sintomas ao longo do dia.
Prevenção e qualidade de vida
Hábitos saudáveis também desempenham papel importante no controle da doença. Segundo o especialista, fatores como sedentarismo, poluição, exposição a agrotóxicos e doenças não controladas podem aumentar o risco.
Por outro lado, manter uma rotina equilibrada, com acompanhamento médico regular e cuidados com a saúde, contribui para reduzir riscos e melhorar a resposta ao tratamento. O diagnóstico precoce, aliado a essas práticas, é essencial para preservar a qualidade de vida dos pacientes.



