A disfunção erétil, ainda tratada como tabu por muitos homens, pode ser um importante sinal de alerta para problemas cardiovasculares graves. Segundo o médico urologista Rodolfo Favaretto, a dificuldade persistente de obter ou manter uma ereção satisfatória pode anteceder em até cinco anos eventos como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Dados apresentados pelo especialista indicam que cerca de 50% dos homens acima dos 40 anos apresentam algum grau de disfunção erétil. Apesar disso, muitos ainda evitam procurar ajuda médica e recorrem à automedicação ou atribuem os sintomas ao estresse e ao envelhecimento natural.
Alerta cardíaco
De acordo com o urologista, a disfunção erétil está diretamente relacionada à saúde vascular. Isso porque os vasos sanguíneos do pênis são mais finos e tendem a apresentar obstruções antes das artérias do coração e do cérebro.
Por isso, a condição pode funcionar como um marcador precoce para doenças cardiovasculares silenciosas. O médico reforça que sintomas persistentes não devem ser ignorados e precisam ser investigados por especialistas.
Além disso, fatores como hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo, obesidade, alcoolismo e sedentarismo aumentam tanto o risco de disfunção erétil quanto de complicações cardíacas.
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Automedicação
Outro alerta feito pelo especialista é sobre o uso indiscriminado de medicamentos para ereção sem acompanhamento médico. Segundo ele, a automedicação pode trazer riscos graves à saúde, principalmente em pacientes com doenças cardiovasculares não diagnosticadas.
Favareto destaca que o ideal é que os homens criem o hábito de realizar consultas periódicas, assim como já acontece culturalmente com as mulheres. O acompanhamento com urologista, cardiologista e endocrinologista pode ajudar na prevenção e no controle de doenças silenciosas.
O médico também ressalta que mudanças no estilo de vida fazem diferença na prevenção. Alimentação equilibrada, prática de atividade física e abandono do cigarro e do excesso de álcool estão entre as medidas recomendadas para reduzir riscos e melhorar a qualidade de vida.
Saúde masculina
Segundo o especialista, não existe idade certa para começar a cuidar da saúde masculina. A recomendação é que o acompanhamento médico seja regular e que qualquer sintoma seja avaliado rapidamente.
Ele reforça que prevenir ainda é o melhor caminho para evitar doenças graves e preservar não apenas a saúde sexual, mas também a saúde cardiovascular e a qualidade de vida.



