O emagrecimento rápido associado ao uso de medicamentos para perda de peso pode provocar mudanças na aparência do rosto, como perda de volume e de sustentação dos tecidos. O chamado “derretimento facial” não é necessariamente um efeito colateral direto da medicação, mas pode ocorrer em consequência da perda acelerada de peso.
Segundo o cirurgião plástico Gabriel Ricci, o problema já era observado em pacientes que passavam por cirurgia bariátrica e voltou a ganhar atenção com a utilização de medicamentos que promovem perda significativa de peso.
Perda facial
De acordo com o especialista, o rosto e outras regiões do corpo possuem estruturas de gordura e ligamentos responsáveis pela sustentação dos tecidos. Quando o emagrecimento acontece de maneira muito rápida, especialmente sem acompanhamento nutricional adequado, essa estrutura pode ser prejudicada.
O médico afirma que o uso inadequado dos medicamentos, com doses desproporcionais e sem acompanhamento nutricional, pode tornar a perda de tecido mais agressiva. Por isso, segundo ele, é importante considerar aspectos como ingestão de proteínas, vitaminas e minerais durante o processo de emagrecimento.
O problema também pode ocorrer após a cirurgia bariátrica, principalmente quando há perda acelerada de peso. A recomendação apresentada na coluna é que o emagrecimento seja acompanhado por profissionais e aconteça de forma gradual.
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Tratamentos
Entre as alternativas disponíveis para melhorar a sustentação facial estão os preenchimentos com ácido hialurônico, os fios de PDO e os estimuladores de colágeno. Essas técnicas podem auxiliar na recuperação da estrutura da face.
Em casos de perda mais acentuada, porém, o cirurgião plástico afirma que esses procedimentos podem não ser suficientes. Nestas situações, podem ser consideradas abordagens cirúrgicas, como o lifting facial, que permite reposicionar tecidos profundos da face.
Nova técnica
Uma técnica em estudo na Ásia utiliza uma matriz proveniente da gordura do próprio paciente como uma espécie de estrutura para auxiliar na regeneração dos tecidos faciais. Segundo Gabriel Ricci, a proposta não é utilizar gordura de outra pessoa, mas aproveitar uma matriz retirada do próprio paciente.
A técnica funcionaria como uma espécie de suporte para a estrutura facial e poderia contribuir para a regeneração dos compartimentos de gordura responsáveis pela sustentação. Segundo o especialista, a nova tecnologia deve chegar para complementar, e não necessariamente substituir, os tratamentos que já estão disponíveis.
Independentemente do método utilizado para emagrecer, a orientação apresentada na coluna é evitar a perda de peso acelerada e o uso indiscriminado de medicamentos, sempre com acompanhamento profissional.



