O empresário Regino Pinto, de 47 anos, prestou depoimento na manhã desta terça-feira (2) à Polícia Civil de Ribeirão Preto sobre a tentativa de homicídio sofrida no último fim de semana. O caso é investigado pelo Setor de Homicídios da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic).
A vítima foi alvo de um disparo enquanto tomava café em uma loja de conveniência de um posto de combustíveis às margens da Rodovia Anhanguera, no Jardim Ouro Branco. Apesar de a bala ter perfurado sua camisa na altura do peito, o empresário não foi atingido.
Depoimento
Na chegada à delegacia, Regino conversou com a imprensa e afirmou confiar no trabalho da Polícia Civil para esclarecer o atentado.
Segundo ele, as imagens das câmeras de segurança já estão com os investigadores e podem ajudar na identificação do autor do disparo. O empresário também relatou o impacto emocional provocado pelo episódio.
Regino contou que ainda busca respostas para entender o que aconteceu e destacou que nunca imaginou passar por uma situação semelhante. Ele afirmou acreditar que fatores como uma falha na arma utilizada pelo atirador e a reação instintiva que teve ao perceber a ameaça foram decisivos para escapar sem ferimentos.
Linhas de investigação
O empresário disse à polícia que desconhece a motivação do crime. Segundo ele, existem diferentes linhas de investigação sendo analisadas pelas autoridades.
Durante o depoimento, Regino negou possuir dívidas, problemas financeiros, ações trabalhistas ou conflitos comerciais que pudessem justificar o atentado. Ele também afirmou não ter pendências judiciais envolvendo ex-funcionários.
Outra informação repassada pela vítima é que o encontro com um amigo na conveniência não havia sido previamente divulgado. Mesmo assim, ele disse não suspeitar dessa pessoa.
Possível perseguição
Uma das hipóteses levantadas pelo empresário é a de que ele estivesse sendo seguido antes do crime. Como mora em um condomínio próximo ao local do atentado, ele acredita que o autor possa ter monitorado seus deslocamentos.
A partir dessa possibilidade, a Polícia Civil deve buscar novas imagens de câmeras de segurança instaladas na região para verificar se houve perseguição antes do ataque.
O caso segue sob investigação da Deic, que trabalha para identificar o suspeito e esclarecer as circunstâncias da tentativa de homicídio.



