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Redução do diesel anunciada pela Petrobras ainda não chegou aos postos de Ribeirão Preto

Setor aguarda repasse das distribuidoras e prevê impacto positivo também nos preços do etanol e da gasolina
Diesel
Imagem - Reprodução

A redução de R$ 0,35 por litro no preço do diesel anunciada pela Petrobras e válida desde segunda-feira (2) ainda não foi percebida nos postos de combustíveis de Ribeirão Preto. A informação é do presidente do Núcleo Postos, Fernando Rocca, que explicou que o desconto anunciado nas refinarias não chega integralmente ao consumidor final devido à composição do combustível.

Segundo ele, quando o diesel chega às distribuidoras, o produto recebe a mistura obrigatória de biodiesel, o que reduz o impacto do corte anunciado pela estatal. A expectativa do setor é de que a diminuição efetiva para os postos seja de aproximadamente R$ 0,30 por litro.

Apesar de a medida ainda não ter sido repassada integralmente pelas distribuidoras, a expectativa é de que a redução contribua para aliviar custos em diferentes segmentos da economia e tenha reflexos em outros combustíveis.

Repasse gradual

De acordo com Rocca, os efeitos da redução dependem diretamente do ritmo de reposição dos estoques das distribuidoras e dos postos de combustíveis. Por isso, o consumidor não percebe imediatamente as alterações anunciadas pela Petrobras.

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O presidente do Núcleo Postos explicou que as distribuidoras costumam trabalhar com estoques que duram entre três e quatro dias, enquanto os postos mantêm reservas que podem chegar a até seis dias. Somente após a renovação desses estoques é que os novos preços tendem a chegar às bombas.

Segundo ele, postos localizados em rodovias, que possuem maior volume de vendas de diesel, costumam sentir os efeitos das reduções com mais rapidez do que os estabelecimentos urbanos.

Impacto no etanol

O setor também avalia que a queda do diesel pode contribuir para novas reduções no preço do etanol. Isso porque parte da cadeia produtiva do combustível depende do transporte rodoviário, desde a colheita da cana-de-açúcar até a distribuição do produto.

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Rocca afirmou que a safra segue em ritmo positivo e que a produção de etanol tem apresentado bons resultados. Segundo ele, uma breve interrupção na tendência de queda dos preços observada recentemente foi rapidamente revertida.

A expectativa é que os custos menores com transporte favoreçam reduções tanto no etanol quanto na gasolina, embora o impacto sobre o biocombustível possa ocorrer de forma mais rápida.

Cenário internacional

Além dos fatores internos, o comportamento dos combustíveis segue influenciado pelo cenário internacional. Segundo Roca, a instabilidade no mercado global de petróleo ainda gera incertezas sobre a evolução dos preços dos combustíveis fósseis. O representante do setor destacou que, mesmo diante de possíveis avanços em negociações envolvendo conflitos internacionais, os efeitos da escassez global de petróleo podem levar tempo para serem absorvidos pelo mercado.

Por outro lado, ele avalia com otimismo os incentivos voltados ao etanol e à matriz energética nacional. Segundo Rocca, medidas que estimulam a produção e o consumo do biocombustível ajudam a reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e podem contribuir para amenizar impactos no bolso do consumidor e na inflação.

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