A retomada da escalada do conflito no Oriente Médio voltou a preocupar os mercados internacionais e reacendeu o temor de novos impactos sobre a inflação e o crescimento econômico. Segundo o economista Nelson Rocha Augusto, o agravamento da guerra entre Estados Unidos e Irã tem elevado a volatilidade dos preços do petróleo e ampliado as dificuldades para o comércio internacional.
O cenário se tornou mais delicado com os ataques a rotas alternativas de transporte de petróleo na região, após as restrições no Estreito de Ormuz. Com isso, o barril do petróleo voltou a registrar forte valorização, pressionando os custos de energia, logística e produção em diversos países.
O economista destaca que esse movimento pode afetar diretamente o agronegócio brasileiro. Em um momento de preparação para o plantio da próxima safra, a elevação dos custos de combustíveis e insumos tende a encarecer a produção agrícola e reforçar as pressões inflacionárias, justamente quando havia expectativa de desaceleração dos preços.
Segundo ele, o momento exige atenção ao cenário internacional, já que a continuidade dos conflitos pode manter elevados os custos globais de energia e dificultar o controle da inflação nos próximos meses.
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