A discussão sobre a instalação de novos radares fixos em Ribeirão Preto voltou ao debate após o anúncio da Prefeitura sobre o fim dos equipamentos móveis e a implantação de novos pontos de fiscalização eletrônica na cidade. Para o advogado especialista em trânsito, Rodrigo Paschoalotto, a questão deve ser analisada além da preocupação com multas.
Segundo o especialista, a existência de radares não deve ser o principal motivo para que motoristas respeitem os limites de velocidade. Para ele, a mudança de comportamento no trânsito precisa ocorrer a partir da conscientização dos condutores sobre os riscos de acidentes e mortes.
Fiscalização
Rodrigo Paschoalotto afirmou que parte dos motoristas demonstra preferência pelos radares fixos por saber previamente onde os equipamentos estarão instalados, mas considera essa interpretação equivocada. De acordo com ele, o respeito às regras de trânsito deveria ocorrer independentemente da presença de fiscalização.
O advogado destacou que a multa não é provocada pelo radar, mas pela conduta do motorista que descumpre a legislação. Para ele, excesso de velocidade, imprudência e desrespeito às regras são fatores que aumentam os riscos no trânsito.
Educação no trânsito
O especialista defendeu que a segurança viária depende de três pilares funcionando em conjunto: educação, conscientização e fiscalização. Segundo ele, campanhas educativas precisam ser mais efetivas e realizadas diretamente com os condutores nas ruas.
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Paschoalotto também afirmou que a ausência de fiscalização nos últimos meses, após a retirada dos radares móveis e antes da instalação dos equipamentos fixos, deixa uma lacuna no controle do trânsito. Ele questionou a falta de informações sobre prazos e locais onde os novos radares serão instalados.
Planejamento urbano
Durante a entrevista, o advogado também destacou que o crescimento da frota de veículos exige planejamento para evitar problemas futuros no trânsito de Ribeirão Preto. Segundo ele, a cidade precisa pensar em alternativas como transporte público, ciclofaixas e ciclovias.
Para Paschoalotto, o município costuma buscar soluções depois que os problemas aparecem, quando o ideal seria antecipar o planejamento para acompanhar o aumento do número de veículos e melhorar a mobilidade urbana.
O especialista ainda comentou sobre situações envolvendo veículos pesados nas rodovias e afirmou que o principal problema não está apenas na infraestrutura, mas também no comportamento dos motoristas. Segundo ele, caminhões e carretas precisam respeitar limites adequados de velocidade e regras de circulação para garantir mais segurança.



