O prefeito de Ribeirão Preto, Ricardo Silva, voltou a anunciar o fim dos radares móveis na cidade e informou, por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, que a instalação dos novos radares fixos está em andamento. Segundo ele, os equipamentos terão inicialmente um papel de educação no trânsito.
Apesar do anúncio, ainda não há informações oficiais sobre quando os equipamentos entrarão em funcionamento ou quais vias receberão os novos radares. Em vistoria realizada pela CBN em algumas das principais avenidas da cidade, a instalação dos equipamentos ainda não foi constatada na maioria dos pontos previstos.
Implantação
Em nota enviada à CBN, a RP Mob informou que os agentes de trânsito continuam atuando diariamente enquanto o município avança na implantação dos equipamentos fixos. Segundo a empresa, os radares serão visíveis, sinalizados e definidos com base em estudos técnicos.
A concessionária também informou que o contrato firmado com o Consórcio RP Vias Inteligentes prevê a instalação de radares fixos, equipamentos híbridos e redutores eletrônicos de velocidade. A implantação será feita de forma gradual, após a execução da infraestrutura, sinalização, testes e certificações obrigatórias.
Sem prazo
Embora confirme o avanço da implantação, a RP Mob não informou quais pontos receberão os novos equipamentos nem estabeleceu um cronograma para a conclusão das instalações ou para o início da fiscalização eletrônica.
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Durante a reportagem, um dos poucos equipamentos já instalados foi localizado na Avenida Costa e Silva. No entanto, o radar ainda permanece desligado, conforme sinalização existente no local.
Opinião dividida
Motoristas ouvidos pela CBN demonstraram opiniões divergentes sobre a substituição dos radares móveis pelos fixos. Parte dos entrevistados considera que os equipamentos podem aumentar a segurança viária por estarem instalados em pontos conhecidos e devidamente sinalizados.
Outros motoristas criticaram a medida, afirmando que os radares têm apenas caráter arrecadatório ou questionando a necessidade da instalação após a retirada dos equipamentos móveis. Também houve relatos de que, desde o fim da fiscalização móvel, alguns condutores passaram a trafegar em velocidades mais elevadas em vias onde antes havia esse tipo de controle.



