Cerca de 3% da população brasileira convive com fibromialgia, segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia. A doença afeta aproximadamente 6 milhões de pessoas no país e provoca sintomas que impactam diretamente a qualidade de vida, como dores crônicas pelo corpo, fadiga, alterações no sono e no humor.
No Dia Mundial da Fibromialgia, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e do tratamento multidisciplinar. O reumatologista Dr. Marcos Renato de Assis explicou que a doença ainda enfrenta dificuldades de reconhecimento e, muitas vezes, demora para ser diagnosticada.
Principais sintomas
Segundo o especialista, a fibromialgia é caracterizada por uma dor difusa, espalhada pelo corpo, acima e abaixo da cintura e dos dois lados, com duração mínima de três meses.
Além das dores, os pacientes podem apresentar sintomas como formigamentos, cãibras, dores de cabeça, alterações intestinais, fadiga, distúrbios do sono e sensibilidade aumentada a estímulos como frio, calor, barulhos e cheiros fortes.
A doença é mais comum em mulheres entre 30 e 40 anos, mas também pode atingir crianças, idosos e homens. Em casos infantis, o comportamento pode ser um sinal importante, principalmente quando a criança deixa de realizar atividades habituais por conta das dores.
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Tratamento
O diagnóstico da fibromialgia é clínico, baseado principalmente nos sintomas relatados pelos pacientes. Exames são utilizados para descartar outras doenças ou identificar condições associadas.
De acordo com o reumatologista, embora existam medicamentos que ajudam no controle da dor, ansiedade e outros sintomas, o principal tratamento é não farmacológico, com destaque para a prática regular de exercícios físicos e mudanças no estilo de vida.
A abordagem multidisciplinar também envolve profissionais como fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e educadores físicos.
Nova legislação
Desde janeiro deste ano, a fibromialgia passou a ser considerada deficiência para fins legais no Brasil. Para o especialista, a medida pode ampliar o acesso dos pacientes a tratamentos e adaptações necessárias no ambiente de trabalho.
Apesar disso, ele ressalta que o afastamento definitivo das atividades profissionais nem sempre é a melhor solução, já que o isolamento pode agravar sintomas emocionais como ansiedade e depressão.



