A queda nas temperaturas registrada nos últimos dias já começa a impactar o consumo de energia elétrica nas residências. Com banhos mais quentes e demorados, uso frequente de aquecedores, secadoras e iluminação por mais tempo, a conta de luz tende a pesar mais no orçamento das famílias durante o inverno.
Apesar da bandeira tarifária ainda não apresentar cobranças adicionais expressivas, o período de estiagem pode provocar mudanças no sistema de cobrança da energia elétrica nos próximos meses, aumentando ainda mais os custos para os consumidores.
Banho quente
Segundo Alfredo Silva, diretor de tecnologia da plataforma Luz, pequenas mudanças de hábito podem ajudar a reduzir o consumo de energia durante o inverno.
O especialista explica que o chuveiro elétrico é um dos principais vilões da conta de luz nessa época do ano. Em uma casa com quatro pessoas, por exemplo, banhos de 15 minutos podem gerar um custo aproximado de R$ 170 mensais. Se o tempo aumentar para 20 minutos, o valor pode chegar a R$ 220.
A recomendação é diminuir o tempo de banho e, sempre que possível, utilizar temperaturas intermediárias no chuveiro para reduzir o consumo.
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Aquecedores
Os aquecedores portáteis também aparecem entre os equipamentos que mais consomem energia elétrica. De acordo com Alfredo Silva, aparelhos com resistência elétrica podem gerar uma despesa de até R$ 200 por mês se utilizados por cerca de seis horas diárias.
Como alternativa, ele recomenda aquecedores a óleo ou aparelhos de ar-condicionado do tipo inverter com função quente e frio, que apresentam consumo menor em comparação aos aquecedores tradicionais.
Segundo o especialista, o ar-condicionado inverter no modo aquecimento pode reduzir quase pela metade o gasto de energia em relação aos modelos convencionais de aquecedores elétricos.
Hábitos domésticos
Outro equipamento que merece atenção é a secadora de roupas. O especialista afirma que o aparelho pode consumir o dobro de energia em relação à máquina de lavar.
Além das mudanças de comportamento, Alfredo Silva destaca a importância do uso de tecnologias que ajudam o consumidor a monitorar o consumo em tempo real, identificando quais equipamentos representam maior impacto na conta de luz.
Ele reforça que a combinação entre hábitos mais conscientes e equipamentos eficientes pode fazer diferença significativa no orçamento das famílias durante o inverno.



