Os preços da gasolina e do diesel registraram aumento nos postos de combustíveis de Ribeirão Preto e região desde a última sexta-feira (15), mesmo sem anúncio oficial de reajuste por parte da Petrobras. Segundo levantamento do Núcleo Postos, a alta média foi de 15 a 20 centavos por litro na gasolina e de 10 a 15 centavos no diesel.
De acordo com o presidente do Núcleo Postos, Fernando Roca, as distribuidoras justificam o aumento pelo encarecimento da compra de combustíveis fósseis no mercado internacional, diante da necessidade de importação para abastecer o mercado brasileiro.
Mercado internacional
Segundo Roca, o Brasil ainda depende da importação de parte da gasolina e do diesel consumidos internamente, já que a produção nacional não é suficiente para atender toda a demanda.
Ele afirma que atualmente existe uma diferença significativa entre os preços praticados no Brasil e no exterior. Segundo o levantamento apresentado pelo setor, a gasolina importada estaria cerca de R$ 2,22 mais cara por litro em relação ao valor interno, enquanto o diesel teria uma defasagem de R$ 1,75.
O representante do setor também citou as incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio e os impactos sobre o mercado internacional de petróleo, especialmente em relação ao estreito de Ormuz, rota importante para o transporte mundial de combustível.
Leia também
Etanol em alta
Com o aumento da gasolina, o etanol voltou a ganhar força entre os consumidores da região. Segundo Fernando Roca, atualmente cerca de 70% do volume vendido pelos postos em Ribeirão Preto corresponde ao biocombustível.
O dirigente destaca que o etanol segue mais vantajoso economicamente. Hoje, o preço do combustível representa cerca de 60% do valor da gasolina na região, abaixo do limite de 70% considerado vantajoso para abastecimento.
Apesar disso, o aumento da demanda pelo etanol já começa a provocar reflexos no mercado. Segundo o Núcleo Postos, distribuidoras iniciaram reajustes de aproximadamente cinco centavos por litro no combustível.
Cenário incerto
O setor também acompanha com preocupação os efeitos do subsídio anunciado pelo governo federal para a gasolina. Segundo Roca, a expectativa era de redução nos preços praticados pelas distribuidoras, mas o movimento observado até agora foi de alta.
Ele afirma que o cenário segue instável e dificulta qualquer previsão sobre os próximos reajustes, tanto para gasolina quanto para diesel e etanol.



