Uma pesquisa internacional da Deloitte, realizada com mais de 23 mil pessoas em 44 países, revelou que apenas 6% da geração Z têm interesse em assumir cargos de liderança. O tema foi analisado pelo professor David Forli Innocente na coluna CBN Carreiras e Lideranças, destacando que os jovens priorizam qualidade de vida, saúde mental, propósito e segurança financeira, deixando de lado o desejo por posições de chefia, antes vistas como símbolo máximo de sucesso profissional.
Segundo o professor, a nova geração observa os líderes atuais como profissionais sobrecarregados, pressionados e sem equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Além disso, muitos jovens afirmam não receber mentoria adequada, clareza sobre o propósito das empresas ou preparo para desenvolver habilidades interpessoais. A pesquisa também aponta preocupação crescente com os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho já nos próximos anos.
David Forli Innocente alertou que a baixa procura por cargos de liderança pode gerar uma lacuna de sucessão nas empresas. Para ele, as organizações precisarão redefinir o modelo de liderança, tornando essas posições mais atrativas, humanas e alinhadas às expectativas das novas gerações. Ouça a coluna completa no podcast da CBN Ribeirão.