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Golpes imobiliários crescem e especialistas orientam consulta de matrícula antes de fechar negócio

Pesquisa gratuita em plataforma nacional permite verificar propriedade e situação do imóvel antes da compra ou locação
golpes
Alex P de Pexels/Canva

Golpes envolvendo compra, venda e aluguel de imóveis têm se tornado cada vez mais frequentes em São Paulo. Segundo dados citados durante entrevista à CBN, são quase 500 mil ocorrências por ano, o que representa mais de 50 golpes por hora no estado.

Entre as fraudes mais comuns estão a venda de imóveis por pessoas que não são proprietárias e a comercialização de um mesmo imóvel para mais de um comprador. Diante desse cenário, especialistas recomendam que consumidores realizem consultas prévias para verificar a situação do bem antes de efetuar qualquer pagamento.

A orientação é reforçar os cuidados durante negociações imobiliárias, especialmente em anúncios divulgados pela internet, em que compradores e locatários podem ter acesso limitado às informações do imóvel e do proprietário.

Fraudes comuns

De acordo com a diretora da Operadora Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR), Ana Cristina Maia, uma das fraudes mais recorrentes ocorre quando uma pessoa tenta vender um imóvel sem ser a proprietária.

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Outro golpe frequente envolve a venda do mesmo imóvel para mais de um comprador. Segundo a especialista, isso pode acontecer quando uma pessoa adquire um imóvel por escritura pública, mas não registra o documento. Nesse caso, o imóvel continua formalmente em nome do vendedor, o que pode permitir uma nova negociação indevida.

A especialista alerta que a falta de registro pode gerar prejuízos significativos e destaca a importância de verificar a situação jurídica do imóvel antes de concluir qualquer transação.

Consulta digital

Como forma de prevenção, a recomendação é realizar pesquisas junto aos cartórios de registro de imóveis. Atualmente, esse procedimento pode ser feito de forma digital por meio da plataforma nacional de registro eletrônico de imóveis.

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Segundo Ana Cristina Maia, a consulta prévia permite verificar os imóveis vinculados a uma pessoa física ou jurídica por meio do CPF ou CNPJ. A partir dessas informações, o interessado pode confirmar se o imóvel negociado realmente pertence ao vendedor.

Após identificar o imóvel, também é possível acessar a matrícula e solicitar uma certidão atualizada, documento que reúne o histórico completo do bem e eventuais restrições existentes.

Matrícula atualizada

A matrícula é considerada o principal documento para a análise da situação de um imóvel. Nela constam informações sobre propriedade, histórico de transferências e possíveis restrições, como hipotecas, alienações fiduciárias ou indisponibilidades.

A especialista ressalta que a certidão deve estar atualizada, com emissão inferior a 30 dias. Isso porque a situação do imóvel pode mudar rapidamente, tornando documentos antigos insuficientes para uma verificação segura.

Segundo a orientação apresentada, nenhum pagamento de sinal ou valor relacionado à negociação deve ser realizado sem a análise prévia da matrícula atualizada. A medida reduz significativamente o risco de fraudes em operações de compra, venda ou locação.

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