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Canetas para emagrecimento acendem alerta para deficiência de vitaminas e minerais

Uso de medicamentos injetáveis para emagrecimento aumenta risco de deficiência nutricional e exige acompanhamento especializado
emagrecimento
CR de Getty Images/Canva

O avanço do uso de medicamentos injetáveis para emagrecimento no Brasil tem levantado um alerta entre especialistas sobre a deficiência de vitaminas e minerais durante o tratamento. Com a redução significativa do apetite provocada pelas chamadas “canetas emagrecedoras”, pacientes passam a ingerir menos alimentos e, consequentemente, reduzem o consumo de nutrientes essenciais para o funcionamento do organismo.

Segundo especialistas ouvidos pela CBN Ribeirão, o cenário tem levado ao aumento do risco de deficiências subclínicas, muitas vezes silenciosas, mas que podem causar impactos relevantes na saúde. Entre os principais problemas apontados estão fadiga, queda de cabelo, fraqueza muscular, piora no desempenho físico e até déficits cognitivos.

Biodisponibilidade

A preocupação não está apenas na ingestão reduzida de nutrientes, mas também na capacidade de absorção do organismo. Gustavo Cadurim, CEO e fundador da Iosen, empresa brasileira de tecnologia nutricional, explica que consumir um nutriente não significa necessariamente absorvê-lo de forma eficiente.

Segundo ele, fatores como fórmula do suplemento, pH intestinal, presença de outros compostos e até inflamações podem interferir diretamente no aproveitamento dos nutrientes pelo organismo. Por isso, tecnologias voltadas à biodisponibilidade têm ganhado espaço como forma de melhorar a absorção e potencializar os efeitos da suplementação.

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O crescimento do uso desses medicamentos também chama atenção. Dados do Conselho Federal de Farmácia apontam que, em 2025, o Brasil registrou alta de 88% na importação de medicamentos injetáveis para emagrecimento, refletindo a expansão dessa classe terapêutica no país.

Deficiência nutricional

O nutricionista e presidente da Associação Brasileira de Nutrição em Gastroenterologia, Murilo Pereira, afirma que os medicamentos atuam diretamente na sensação de saciedade, reduzindo drasticamente a fome e, consequentemente, a ingestão de nutrientes.

Entre os micronutrientes mais afetados está o ferro. A combinação entre baixa ingestão alimentar e limitações na absorção pode levar à anemia, fraqueza e dificuldades de cicatrização. Segundo os especialistas, a deficiência de vitamina B12 também preocupa, principalmente pelos impactos neurológicos e cognitivos.

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Murilo Pereira destaca que a neuroplasticidade depende da biodisponibilidade adequada de micronutrientes. Por isso, a orientação é que pacientes em tratamento para emagrecimento mantenham acompanhamento constante com profissionais da saúde para monitoramento nutricional e prevenção de deficiências.

Acompanhamento médico

Especialistas reforçam que o uso de medicamentos para emagrecimento deve ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar. Além do médico responsável, nutricionistas e outros profissionais são fundamentais para garantir o equilíbrio nutricional durante o processo.

A recomendação é que os pacientes realizem exames periódicos e tenham atenção à reposição adequada de vitaminas e minerais, evitando complicações silenciosas que podem surgir ao longo do tratamento.

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