O Hospital de Amor, em Barretos, realizou a primeira telecirurgia robótica de longa distância por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O procedimento foi conduzido por um cirurgião que estava em Barretos, enquanto o paciente permanecia em Porto Velho (RO), a cerca de 2.600 quilômetros de distância.
A cirurgia, que durou aproximadamente duas horas, foi realizada para tratar um tumor intestinal e contou com equipes médicas nos dois estados. A iniciativa representa um avanço na utilização da tecnologia para ampliar o acesso a procedimentos de alta complexidade em diferentes regiões do país.
Tecnologia
Segundo o coordenador científico do Instituto de Treinamento em Cirurgias Minimamente Invasivas (IRCAD), Luís Gustavo Romagnolo, o robô não realiza a cirurgia de forma autônoma. O equipamento reproduz, em tempo real, todos os movimentos executados pelo cirurgião.
O profissional controla o sistema com as mãos, que comandam as pinças robóticas, enquanto os pés são utilizados para alternar os comandos do equipamento. Um visor em três dimensões permite que o cirurgião acompanhe toda a operação em tempo real.
De acordo com o especialista, o sistema também possui um mecanismo de segurança que interrompe imediatamente os movimentos do robô caso o cirurgião afaste o rosto do visor durante o procedimento.
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Estrutura
O projeto foi desenvolvido pelo Hospital de Amor em parceria com o IRCAD, o Ministério das Telecomunicações e a Telebras. Para a realização da telecirurgia, foi necessária uma rede exclusiva de comunicação.
A estrutura utiliza sistemas 5G e cabos de fibra óptica funcionando simultaneamente para garantir a estabilidade da conexão durante toda a operação, condição considerada essencial para a realização do procedimento à distância.
Próximos passos
Com o sucesso da primeira telecirurgia robótica de longa distância pelo SUS, a expectativa é ampliar a realização desse tipo de procedimento para pacientes de diferentes regiões do Brasil.
A iniciativa busca facilitar o acesso a cirurgias de alta complexidade, reduzindo a necessidade de deslocamentos por longas distâncias e permitindo que pacientes sejam atendidos em seus próprios estados, com o suporte de equipes especializadas localizadas em outros centros médicos.



