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Internações por bronquiolite caem 16% em bebês após vacinação de gestantes pelo SUS

Dados da Fiocruz mostram redução nas internações por bronquiolite em bebês de até 6 meses e reforçam a importância da vacinação durante a gestação
bronquiolite
Pixelshot / Canva

As internações por bronquiolite e outras infecções respiratórias causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) caíram 16,6% entre bebês de até 6 meses, segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A redução foi observada na faixa etária protegida pela vacinação de gestantes incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A vacina aplicada durante a gravidez permite que anticorpos sejam transferidos da mãe para o bebê, oferecendo proteção justamente nos primeiros meses de vida, período em que o sistema imunológico da criança ainda é imaturo e mais vulnerável a complicações respiratórias.

Proteção materna

Segundo a professora e coordenadora de enfermagem da Faculdade Anhanguera, Cláudia Bis, a vacinação da gestante deve ser feita entre a 28ª e a 36ª semana de gestação. Nesse período, a imunização gera anticorpos que atravessam a placenta e ajudam a proteger o recém-nascido.

A especialista destaca que essa proteção é ainda mais importante para bebês que nascem durante o inverno, quando a circulação do vírus sincicial respiratório aumenta e, consequentemente, os casos de bronquiolite também.

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Mesmo nos casos em que a criança vacinada ou protegida pela mãe desenvolve a doença, os quadros tendem a ser menos graves. Segundo Cláudia, a imunização reduz significativamente o risco de complicações severas e internações em unidades de terapia intensiva.

Casos graves

A bronquiolite representa maior risco para bebês prematuros ou crianças com condições de saúde pré-existentes, como cardiopatias, doenças pulmonares e imunodeficiências.

Além da vacinação materna, há também imunização específica para bebês considerados de maior risco, como prematuros de baixo peso ou portadores de doenças cardíacas e respiratórias.

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De acordo com a especialista, a vacina contra o vírus sincicial respiratório está disponível gratuitamente pelo SUS, tanto para gestantes quanto para os grupos infantis prioritários.

Prevenção diária

Além da vacinação, hábitos simples ajudam a reduzir o risco de bronquiolite e outras infecções respiratórias em bebês. Entre as principais recomendações estão a higienização frequente das mãos, uso de álcool em gel e evitar aglomerações.

Cláudia também orienta que pessoas com sintomas gripais utilizem máscara ao cuidar de crianças pequenas e reforça a importância de evitar exposição ao cigarro, já que o fumo passivo aumenta o risco de problemas respiratórios.

A especialista ainda chama atenção para a necessidade de manter a caderneta de vacinação atualizada durante as férias escolares, não apenas dos bebês, mas de toda a família.

Segundo ela, quando pais, irmãos e cuidadores estão vacinados, o risco de transmissão de doenças respiratórias para a criança diminui, fortalecendo o chamado efeito rebanho.

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