A inteligência artificial pode não apenas eliminar postos de trabalho, mas também acelerar um fenômeno chamado de “trabalhador descartável”. O conceito envolve profissionais que permanecem empregados, mas têm pouca segurança, acesso limitado a treinamentos e poucas oportunidades de desenvolvimento e crescimento na carreira.
No CBN Emprego e Oportunidades, o especialista em recursos humanos Dimas Facioli explicou que prestadores de serviços, freelancers e trabalhadores considerados marginais estão entre as categorias analisadas. Segundo ele, a inteligência artificial pode ampliar essa tendência porque as empresas ainda não sabem exatamente quais profissionais e habilidades serão necessários no futuro. Entre os sinais de alerta estão o aumento das responsabilidades sem avanço na carreira, a exclusão de treinamentos e projetos importantes e a falta de conversas sobre o futuro profissional.
A coluna também abordou profissões que precisam estar atentas às transformações tecnológicas, como operadores de caixa, atendentes de telemarketing, digitadores de dados, agentes de viagens tradicionais, assistentes administrativos básicos e tradutores de textos simples.
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