O julgamento de Everton César de Guimarães, acusado de tentativa de feminicídio contra a ex-companheira Bianca de Cavalcante, começou nesta quarta-feira (12), às 10h, no prédio da Câmara Municipal de Batatais. O crime aconteceu em agosto de 2023, quando a jovem tinha 27 anos e seguia para o trabalho.
Na época, Bianca foi surpreendida pelo ex-companheiro próximo a um ponto de ônibus e atingida por 26 facadas. Ela teve ferimentos no rosto, no couro cabeludo e nos braços. Segundo a família, os dois estavam separados desde junho daquele ano, após um relacionamento de oito anos, e Bianca tinha uma medida protetiva contra Everton.
Julgamento
Durante o julgamento, estão previstos os depoimentos da vítima e de cinco testemunhas. Everton também será interrogado. Ele está preso desde a época do crime na penitenciária de Franca.
O processo tramita em segredo de Justiça e, até o momento, não há outras informações oficiais sobre o andamento do julgamento.
Caso Tainara
Também em Franca, o vigilante Alberto Nunes Rodrigues Neto, de 26 anos, investigado pela morte de Tainara Aparecida Almeida do Se, foi levado novamente à Delegacia de Investigações Gerais para ser ouvido. Acompanhado do advogado, ele decidiu permanecer em silêncio durante todo o interrogatório.
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Alberto está preso temporariamente desde o começo da semana. Após se apresentar, a prisão foi mantida em audiência de custódia, e ele foi levado novamente à DIG para ser formalmente interrogado pelo delegado responsável pela investigação, Márcio Murari.
Investigação
Segundo o delegado, o silêncio de Alberto dificulta o esclarecimento de pontos considerados importantes para a conclusão da investigação. A polícia busca esclarecer a motivação do crime e quem teria informado ao investigado que as vítimas estavam no apartamento.
De acordo com a investigação, Alberto estava trabalhando quando teria sido avisado por um morador do condomínio, no Jardim Guanabara, que Jessica e Tainara estavam juntas. A possível participação dessa terceira pessoa também é apurada.
Caso essa pessoa seja identificada e fique comprovada sua participação no crime, ela também poderá ser responsabilizada. Alberto retornou para a cadeia, e o delegado Márcio Murari deve pedir a prisão preventiva do investigado. A prisão temporária, inicialmente decretada por cinco dias, já teve pedido de prorrogação por mais 15 dias.



