Começou na manhã desta segunda-feira (1°), no Fórum de Ribeirão Preto, o júri popular do policial militar Maicon de Oliveira dos Santos, acusado pela morte de Júlia Ferraz Noreto. A jovem, de 27 anos, foi atingida por uma bala perdida em agosto de 2023, após sair de um bar na Avenida Independência.
O policial responde por homicídio com dolo eventual e por duas tentativas de homicídio qualificado. A sessão teve início por volta das 10h e reúne representantes da acusação, da defesa e familiares da vítima. A expectativa é que o julgamento se estenda ao longo do dia.
Caso Júlia
Segundo a investigação, o disparo que atingiu Júlia partiu da arma de Maicon, que estava de folga no momento dos fatos. Imagens de câmeras de segurança devem ser exibidas aos jurados durante o julgamento.
As gravações mostram o momento em que o policial para uma motocicleta ao lado de dois jovens e realiza disparos em plena Avenida Independência, uma das vias mais movimentadas de Ribeirão Preto.
Os dois rapazes abordados pelo policial foram atingidos nos pés e procuraram atendimento médico após a ocorrência. Eles negam ter cometido qualquer crime.
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Teses do júri
A acusação sustenta que o policial assumiu o risco de matar ao efetuar disparos em uma região com grande circulação de pessoas e veículos. O entendimento é de que a ação colocou em risco não apenas os dois jovens, mas também outras pessoas que estavam no local.
Já a defesa afirma que Maicon agiu em legítima defesa ao reagir ao que seria uma tentativa de assalto. O advogado Antônio Carlos Campanini declarou que pretende apresentar aos jurados elementos que, segundo ele, reforçam a versão do policial.
De acordo com o defensor, testemunhas já ouvidas durante o processo voltarão a ser ouvidas em plenário e a defesa apresentará novos elementos que ainda não teriam sido debatidos durante a tramitação do caso.
Expectativa
A família de Júlia acompanha o julgamento e espera pela condenação do policial. O advogado dos familiares sustenta que as imagens registradas pelas câmeras de segurança demonstram a responsabilidade do acusado.
Durante o dia, o Tribunal do Júri deve ouvir testemunhas, realizar os debates entre acusação e defesa e, posteriormente, submeter o caso à decisão dos jurados, que definirão se Maicon de Oliveira dos Santos será condenado ou absolvido.



