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Julho tem crescimento no número de contratações em relação aos outros meses da pandemia

Foram 131 mil novos postos em todo o país; cerca de 80% dessas oportunidades foram preenchidas por jovens com até 24 anos
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Foram 131 mil novos postos em todo o país; cerca de 80% dessas oportunidades foram preenchidas por jovens com até 24 anos

Foram 131 mil novos postos em todo o país; cerca de 80% dessas oportunidades foram preenchidas por jovens com até 24 anos

Em julho, o Brasil registrou um feito inédito desde o início da pandemia: o número de contratações superou o de demissões, com a criação de 131 mil novas vagas de trabalho. Um dado ainda mais expressivo é que 80% dessas vagas foram ocupadas por jovens de até 24 anos, totalizando 104.400 novos empregos para essa faixa etária.

Jovens impulsionam a retomada do mercado de trabalho

Para o consultor em RH Rodrigo Fonseca, a maior contratação de jovens se deve a dois fatores principais: a falta de especialização, que os torna mais acessíveis financeiramente para as empresas, e a demanda por mão de obra menos qualificada na atual retomada econômica. A ausência de exigência por experiência facilita a recolocação desses jovens no mercado. As vagas com menor qualificação, naturalmente, oferecem salários mais baixos.

Setores que mais contrataram

Entre os setores que mais contribuíram para a geração de empregos, destacam-se os de alimentação e produção industrial, com 37 mil novas vagas, e a construção civil, com mais 34 mil postos de trabalho abertos, impulsionados pela demanda por ajudantes e outros trabalhadores da área.

Cautela e tendência de contratações temporárias

Apesar do otimismo com a retomada, Rodrigo Fonseca alerta para a necessidade de cautela por parte dos empresários. A recuperação gradual do mercado, reflexo da lenta queda da pandemia e dos custos associados à crise, leva a uma abertura de vagas mais lenta e a uma maior preferência por contratações temporárias. A Associação Brasileira de Trabalho Temporário prevê um aumento de 12% nesse tipo de contratação até o fim do ano, estimando 900 mil vagas temporárias entre julho e dezembro de 2024, contra 800 mil no mesmo período de 2019. A indústria deve absorver a maior parte dessas vagas, segundo Douglas Pereira, diretor regional da associação, impulsionada pela necessidade de repor as vagas fechadas durante a pandemia e suprir a demanda represada. Guilherme Feitosa, do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, reforça que a escolha por profissionais temporários é uma resposta à insegurança econômica gerada pela pandemia, permitindo às empresas avaliar a demanda antes de efetivar as contratações. Apesar do caráter temporário, esses trabalhadores possuem os mesmos direitos de um funcionário com carteira assinada, incluindo FGTS e horas extras, e o tempo trabalhado conta para aposentadoria. A possibilidade de efetivação após o período de experiência é um ponto positivo, segundo Rodrigo Fonseca, que recomenda que os candidatos não descartem as vagas temporárias como oportunidades de demonstração de trabalho e potencial efetivação.

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