A Justiça de Ribeirão Preto condenou a influenciadora digital Laí Oliveira a indenizar uma seguidora que afirma ter sido vítima de fraude em uma rifa divulgada pela internet. A decisão determina o pagamento de R$ 24 mil, sendo R$ 14 mil por danos materiais e R$ 10 mil por danos morais.
Segundo o processo, a mulher teria sido anunciada como vencedora de um prêmio de R$ 15 mil, mas depois recebeu a informação de que o resultado teria ocorrido por um erro no sistema. A vítima procurou a polícia e afirmou que sua imagem foi utilizada para incentivar outras pessoas a participarem das rifas. A defesa da influenciadora informou à reportagem que pretende recorrer da sentença.
Suposto prêmio
De acordo com o relato da vítima, a divulgação do resultado ocorreu por meio das redes sociais da influenciadora, que promovia rifas como uma forma de oferecer oportunidades financeiras aos seguidores. Segundo o processo, após ser anunciada como vencedora, a mulher recebeu posteriormente a informação de que teria ocorrido um erro na conferência dos números sorteados.
A decisão judicial também aponta que houve devolução de R$ 1 mil à participante, mas que o restante do valor prometido nunca foi pago. A vítima afirmou que acreditava que utilizaria o prêmio para realizar planos da família e relatou frustração após descobrir que não receberia o valor anunciado.
Após a repercussão do caso, a seguidora relatou ter sofrido exposição nas redes sociais. Segundo a reportagem, um vídeo publicado pela influenciadora mostrava comentários sobre uma entrevista concedida pela vítima à imprensa após o episódio. No depoimento apresentado, a mulher afirmou acreditar que sua imagem teria sido utilizada para demonstrar que participantes de Ribeirão Preto também estariam recebendo premiações divulgadas nas plataformas.
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Investigação criminal
Além da condenação na esfera cível, Laí Oliveira e o marido, Eduardo Veloso, são investigados por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a jogos de azar ilegais. Segundo as investigações citadas na reportagem, influenciadores seriam utilizados para divulgar plataformas de apostas e estimular seguidores a realizar depósitos por meio da promessa de ganhos financeiros e premiações.
A investigação também apura o uso de estratégias para criar supostos vencedores e ampliar o engajamento nas plataformas. Ainda conforme as informações apresentadas, a polícia aponta que Laí Oliveira teria recebido valores de empresas ligadas ao esquema investigado ao longo de 11 meses. Após prisão em uma operação realizada no Ceará, ela deixou o sistema prisional e permanece ativa nas redes sociais.
O caso também reforça o alerta sobre rifas na internet. Conforme citado na reportagem, sorteios e rifas dependem de autorização específica e normalmente estão associados a finalidades previstas na legislação.



