Pedido foi feito pela defesa do padrasto do menino Joaquim, que foi morto em 2013, aos 3 anos
A Justiça de Ribeirão Preto desmembrou a ação penal contra Guilherme Longo e Nathalia Ponte, padrasto e mãe de Joaquim Ponte Marques, de três anos, morto em novembro de 2013. Eles serão julgados separadamente, atendendo a um pedido da defesa de Guilherme.
Julgamento de Guilherme Longo
Com o desmembramento, a previsão é que Guilherme Longo, acusado de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, seja levado a júri ainda este ano. A promotoria o acusa de ter usado alta dose de insulina para matar a criança e ocultar o corpo em um córrego. Seu advogado, Antônio Carlos Jolivera, não foi encontrado para comentar a decisão.
Situação de Nathalia Ponte
Nathalia Ponte, mãe de Joaquim, é acusada de omissão, por supostamente ter conhecimento do comportamento violento e do uso de drogas por Guilherme. Em abril, o STJ decidiu que ela deveria ir a júri popular pelo assassinato do filho, mas o TJ de São Paulo mudou a condenação para homicídio culposo. Atualmente, ela recorre ao Supremo Tribunal Federal para voltar a responder por homicídio doloso, enquanto o caso de Guilherme foi remetido ao órgão de origem em Ribeirão Preto. Ela responde ao processo em liberdade.
Desfecho do Caso
Para Alexandre Durante, assistente de acusação que representa o pai biológico de Joaquim, os julgamentos separados devem acelerar o desfecho do caso. Ele acredita que não há motivos para recursos contra o desmembramento. O pai de Joaquim, Arthur Pais Marques, recebeu a notícia com otimismo, mas com cautela. Guilherme Longo, extraditado da Espanha em janeiro de 2023 após fugir em 2016, encontra-se atualmente na penitenciária de Tremembé.



