A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante do empresário acusado de atropelar um casal que vendia churros na Avenida Chico Júlio, em Franca. Com a decisão tomada durante audiência de custódia, Vanderson da Costa Silva, de 43 anos, vai responder preso à investigação por tentativa de homicídio.
A mulher atingida pelo veículo, Irislene Macedo, de 55 anos, continua internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Franca. Segundo a última atualização, ela permanece em observação neurológica rigorosa e o estado de saúde é considerado grave.
O caso ganhou repercussão após imagens de câmeras de segurança mostrarem o momento em que o carro atingiu o carrinho de churros onde o casal trabalhava. Em seguida, segundo a investigação, o motorista fez o retorno e voltou a acelerar em direção às vítimas.
Investigação
De acordo com a Polícia Civil, a principal linha de investigação é de que o atropelamento tenha sido motivado por uma desavença entre o empresário e o casal. A suspeita é de que Vanderson acreditava que as vítimas haviam denunciado irregularidades no funcionamento do bar administrado por ele.
O estabelecimento foi interditado pela Prefeitura de Franca após uma fiscalização apontar problemas como funcionamento sem alvará, realização de shows sem autorização, ocupação irregular de via pública e ausência de licenças exigidas.
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Antes do crime, o empresário publicou um vídeo nas redes sociais reclamando das denúncias feitas por moradores e afirmando que o bar estava funcionando apenas por delivery.
“A gente não pode ter mais atendimento presencial. Diz que a gente estava incomodando com barulho e agora a gente não pode usar a praça e nem a calçada.”
Em nota, a Prefeitura de Franca informou que o bar permanece interditado por tempo indeterminado e que o proprietário só poderá retomar as atividades após regularizar a documentação e cumprir as exigências previstas na legislação municipal.
Testemunha
O cozinheiro Júlio César, que trabalhava em um restaurante próximo ao local, presenciou o atropelamento e ajudou no atendimento à vítima. Segundo ele, Irislene foi encontrada desacordada e com muito sangramento na cabeça.
“A hora que a gente chegou aqui, a mulher estava desacordada, tinha muito sangue na cabeça dela. Eu tentei segurar mais o marido dela, que estava transtornado ali também.”
O marido de Irislene sofreu ferimentos leves. Já a comerciante teve várias fraturas e traumatismo craniano.
Acusação
Para o advogado criminalista Cir Gomes, caso a investigação confirme que o atropelamento foi planejado e motivado por vingança ou motivo considerado fútil, a acusação pode ser agravada.
Segundo ele, a tentativa de homicídio simples possui uma faixa de pena diferente da tentativa de homicídio qualificada, que ocorre quando há circunstâncias que aumentam a gravidade do crime.
A defesa de Vanderson da Costa Silva não foi localizada para comentar o caso. A Polícia Civil continua investigando a motivação e as circunstâncias do atropelamento.



