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Empresário preso por suspeita de golpe milionário em Ribeirão Preto será ouvido pela Justiça

Investigado por fraudes financeiras, Frederico Biagi será ouvido em audiência; prejuízo estimado já ultrapassa R$ 20 milhões
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A Justiça realiza nesta semana uma audiência para ouvir o empresário de Ribeirão Preto Frederico Biagi, preso desde dezembro e investigado por suspeita de aplicar golpes financeiros contra amigos, empresários e pessoas próximas. Segundo as investigações, ele prometia rendimentos acima da média no mercado de investimentos, mas desviava os valores recebidos das vítimas.

De acordo com a Polícia Federal, o empresário utilizava relações de confiança e vínculos afetivos para convencer as pessoas a investir. Entre as vítimas estão uma ex-namorada e familiares dela. O prejuízo estimado, que no início da investigação era de R$ 11 milhões, já ultrapassa R$ 20 milhões.

A audiência deve reunir réu e testemunhas, mas, segundo avaliação jurídica apresentada pela reportagem, a expectativa é que não haja sentença imediata devido à complexidade do processo.

Investigações

Frederico Biagi está preso no Centro de Detenção Provisória de Ribeirão Preto desde o ano passado após ser denunciado pelo Ministério Público por uma série de crimes financeiros ligados ao mercado de investimentos. Segundo a Polícia Federal, a estratégia utilizada para conquistar a confiança das vítimas envolvia proximidade pessoal e relações afetivas. Além de pessoas próximas, empresários da região e idosos também teriam sido enganados.

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As investigações apontam ainda que o empresário teria criado uma empresa de investimentos com sócios e, posteriormente, utilizado a estrutura para aplicar os golpes. A Polícia Federal afirma que os desvios foram identificados por meio de planilhas e extratos bancários anexados ao inquérito.

Relatos

Entre os depoimentos reunidos pela investigação está o de uma vítima que relatou perdas financeiras acumuladas ao longo da vida e descreveu dificuldades para reconstruir o patrimônio.

Segundo os relatos apresentados, parte das vítimas afirma ter sido convencida por supostos comprovantes de rendimento apresentados pelo investigado. A Polícia Federal também sustenta que algumas pessoas chegaram a pagar imposto de renda sobre lucros que nunca existiram. Outra preocupação relatada pelas vítimas é a possibilidade de não recuperar os valores investidos e a existência de outras pessoas que ainda não teriam procurado as autoridades.

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Próximos passos

Segundo o advogado ouvido pela reportagem, apesar da audiência marcada para ouvir réu e testemunhas, uma decisão imediata é considerada improvável diante do volume de provas e da quantidade de pessoas que ainda serão ouvidas.

Na denúncia constam crimes como gestão fraudulenta, desvio de recursos e manutenção de contabilidade paralela. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão. O advogado explicou ainda que as vítimas podem buscar na Justiça o ressarcimento dos prejuízos financeiros e também eventual indenização por danos morais relacionados aos impactos emocionais causados pelo caso.

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