A Justiça determinou que dois torcedores do Comercial de Ribeirão Preto sejam proibidos de frequentar partidas em estádios após denúncias de importunação sexual contra uma médica durante um jogo da Série A4 do Campeonato Paulista.
A decisão estabelece medidas restritivas aos envolvidos e também aciona autoridades esportivas e policiais para apuração do caso, ocorrido no início de março, em Ribeirão Preto.
Decisão judicial
O juiz Nemércio Rodrigues Marques determinou que a Federação Paulista de Futebol seja comunicada para adotar providências administrativas, impedindo os torcedores identificados como Igor Nobre e Paulo Roberto Miranda de frequentar jogos.
A proibição vale para partidas do Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da Série B. Além disso, foi estabelecida uma restrição de 500 metros de distância em relação ao estádio Palma Travassos, sede do Comercial.
O magistrado também determinou a abertura de inquérito pela Polícia Civil, com busca e apreensão de imagens de câmeras de segurança em um endereço ligado a um dos investigados.
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Caso registrado
O episódio aconteceu no dia 7 de março, durante partida entre Comercial e Nacional, em Ribeirão Preto. A vítima foi a médica Bianca Francelino, que prestava serviço à equipe visitante.
Segundo relato, torcedores teriam gritado palavras de cunho sexual e feito gestos obscenos em direção à profissional, que estava na área do banco de reservas.
A súmula da partida registra que a árbitra foi informada sobre o caso após relato do técnico do Nacional, e acionou o protocolo previsto para situações de intolerância no futebol paulista.
Investigação e punições
De acordo com os relatos, um dos torcedores teria exposto a genitália em direção à médica, o que gerou discussão entre jogadores, membros da comissão técnica e torcedores após a partida.
O caso foi encaminhado ao Tribunal de Justiça Desportiva, onde o Comercial será julgado com base em artigos que tratam de atos discriminatórios. Em caso de condenação, o clube pode ser multado em até R$ 100 mil.
O julgamento, inicialmente previsto para a semana passada, foi adiado para esta segunda-feira, 24 de março. O Comercial registrou boletim de ocorrência e informou ter identificado os envolvidos, agora citados oficialmente pela Justiça.



