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Justiça suspende audiência de vereador Bigodini e determina exame de insanidade mental

Defesa de Roger Ronan da Silva apresentou laudos particulares que apontam transtornos psiquiátricos; parlamentar responde a processo por quatro crimes após acidente em Ribeirão Preto
Bigodini
Foto: Divugação

A Justiça autorizou a realização de exames de insanidade mental e de dependência química no vereador de Ribeirão Preto Roger Ronan da Silva (MDB), conhecido como Bigodini, e suspendeu a audiência de instrução e julgamento que estava marcada para a tarde de segunda-feira (19). A decisão foi tomada após a defesa apresentar documentos e laudos particulares que apontam transtornos psiquiátricos no parlamentar.

Com a decisão, a Justiça dispensou os depoimentos das testemunhas previstos para a sessão e determinou o agendamento urgente da perícia. A audiência suspensa era a terceira tentativa do Judiciário local de realizar a etapa de instrução do processo. O vereador responde à ação em liberdade.

Processo criminal

Bigodini responde a acusações de embriaguez ao volante, falsidade ideológica, fraude processual e direção perigosa. O processo tem origem em um acidente ocorrido na madrugada de 28 de setembro de 2025, quando o carro conduzido pelo vereador bateu contra uma árvore na Avenida do Café, na zona oeste de Ribeirão Preto.

De acordo com a investigação da Polícia Civil, o parlamentar dirigia em alta velocidade e sob efeito de álcool. Ainda segundo as apurações, ele e a então namorada teriam informado aos policiais que ela estava na direção do veículo, em uma tentativa de evitar o flagrante. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que denunciou o vereador pelos quatro crimes.

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Processo na Câmara

Além da esfera criminal, a Câmara Municipal de Ribeirão Preto abriu um processo administrativo no Conselho de Ética para apurar uma possível quebra de decoro parlamentar relacionada ao caso.

Em novembro de 2025, o plenário do Legislativo aprovou a suspensão do mandato de Bigodini por 180 dias. Após o cumprimento do período, o vereador retornou ao cargo em maio de 2026.

A realização dos exames periciais deverá contribuir para a análise das condições de saúde mental do parlamentar no processo judicial. A autorização para a perícia, por si só, não representa uma decisão sobre a responsabilidade criminal do vereador.

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