A Justiça ouviu nesta quarta-feira (16) as testemunhas e interrogou Ygor Christian Felizardo, de 28 anos, acusado de matar a própria sogra, a aposentada Leonícia Aparecida Mosconde, de 62 anos, em Sertãozinho. A audiência de instrução e julgamento terminou no início da noite e marcou uma nova etapa do processo.
Segundo o advogado de defesa, Augusto José Costa, o cliente dele não negou o crime e apresentou uma versão semelhante à relatada durante a investigação policial. Ao fim da audiência, a defesa pediu a realização de um exame de sanidade mental, com concordância do Ministério Público.
A perícia será realizada por psiquiatras do Estado e deverá avaliar se Ygor tem capacidade de responder pelos atos. O resultado também poderá ser considerado pela Justiça para definir se ele deve permanecer preso ou se outra medida, como internação, deverá ser aplicada.
Perícia psiquiátrica
De acordo com a defesa, o exame já havia sido solicitado durante o inquérito e está relacionado ao histórico psiquiátrico apresentado pelo réu. O prazo previsto para a realização do procedimento é de 45 dias, mas pode ser ampliado caso os peritos necessitem de mais tempo ou haja dificuldades para a realização da avaliação.
Depois da perícia, a Justiça deverá analisar se o homem pode ser considerado inimputável e qual medida deverá ser adotada no processo.
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O crime aconteceu em 15 de junho, na casa de Leonícia, em Sertãozinho. Segundo a Polícia Civil, a aposentada foi atacada com uma faca e sofreu 38 golpes. Ygor confessou o crime durante a investigação.
Versão apresentada
Segundo o relato apresentado à polícia, Ygor dizia acreditar que precisava proteger o próprio filho de supostos abusos que poderiam ser cometidos pela sogra. A acusação contra Leonícia, porém, não foi comprovada.
A filha da vítima, Marilene Xaviroto, acompanhou a audiência e afirmou que espera esclarecimentos sobre o caso. Ela também disse que pretende preservar a memória da mãe e contestou a versão apresentada pelo acusado.
Marilene afirmou ainda acreditar que Ygor estava lúcido no momento do crime e que a alegação apresentada agora seria uma tentativa de justificá-lo. A defesa, por sua vez, relaciona o pedido de exame ao histórico psiquiátrico do réu.
Próximos passos
Com a conclusão da audiência, o processo aguarda a realização da perícia psiquiátrica. O resultado deverá orientar a próxima decisão da Justiça sobre a capacidade de Ygor responder pelos atos e sobre a medida a ser aplicada. A defesa também aguarda a avaliação dos peritos para definir os próximos passos no processo.



