O preço dos imóveis residenciais continua em alta em Ribeirão Preto, mas a escolha de uma casa ou apartamento não deve considerar apenas o valor e as características da propriedade. Infraestrutura, acessos, comércio, serviços e mudanças previstas para a região também podem influenciar a valorização do imóvel ao longo dos anos.
Segundo o índice FipeZap, o preço médio do metro quadrado residencial em Ribeirão Preto acumulou alta de 5,59% nos últimos 12 meses. Para o gestor executivo comercial, Gustavo Pereira, a localização continua sendo um dos principais fatores analisados pelo mercado, mas precisa ser avaliada em conjunto com o entorno.
O especialista afirma que o comportamento de consumidores e investidores mudou e que a proximidade de escolas, shopping centers, comércio, serviços e outros pontos importantes da rotina pode fazer diferença na procura por um imóvel.
Entorno
De acordo com Gustavo Pereira, não basta avaliar se determinado bairro já é valorizado. O comprador também deve observar como a região está se desenvolvendo e quais mudanças podem ocorrer no entorno nos próximos anos.
A análise pode incluir os acessos ao imóvel e a distância até o trabalho, a escola dos filhos, supermercados e áreas de lazer. Segundo o especialista, esses fatores podem representar tanto comodidade para quem vai morar no local quanto influência sobre a procura pelo endereço no futuro.
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“O consumidor final valoriza muito além da localização do empreendimento, o seu entorno, o seu acesso, o que tem de comércio, o que tem de conveniência”, afirmou.
Para quem não consegue comprar em regiões que já estão entre as mais valorizadas da cidade, a recomendação é analisar se o endereço escolhido faz sentido para a rotina e para os planos da família, e não apenas procurar um bairro mais barato.
Incorporadora
Outro ponto destacado é a pesquisa sobre a empresa responsável pelo empreendimento, principalmente quando o imóvel é comprado ainda na planta. Além das condições financeiras e contratuais, o comprador pode avaliar o histórico da incorporadora, os empreendimentos já entregues e a assistência oferecida após a conclusão das obras.
O empresário Claudemir Rossini passou cerca de três meses procurando um imóvel em Ribeirão Preto antes de fechar negócio. Segundo ele, a localização, os acessos, a proximidade de serviços e a credibilidade da empresa responsável pelo empreendimento pesaram na decisão.
“Hoje a gente tem que avaliar muito isso, a credibilidade da empresa”, afirmou.
Rossini comprou duas unidades ainda na fase de lançamento e acompanha, há cerca de dois anos, o andamento das obras e as mudanças no entorno. Pelas contas do empresário, o valor do metro quadrado das unidades aumentou quase 27% desde a aquisição.
O percentual, porém, é uma estimativa do próprio investidor e não representa a média do mercado imobiliário de Ribeirão Preto.
Planejamento
A valorização registrada no passado não garante ganhos futuros. Segundo a orientação apresentada na entrevista, o comprador também precisa considerar o momento econômico, as condições de financiamento, os juros e a própria capacidade de pagamento.
Gustavo Pereira destacou que, com o custo do dinheiro mais alto e a taxa Selic elevada, a aquisição deve ser planejada e cercada de cautela. Além da expectativa de valorização, o comprador deve avaliar as condições jurídicas e financeiras do negócio.
“Hoje o dinheiro é mais caro, a gente está lidando com a Selic alta”, disse.
Antes de fechar negócio, a pesquisa pode incluir a comparação de preços, visitas à região em diferentes horários, análise dos acessos e dos serviços disponíveis e levantamento de possíveis mudanças no entorno. Também é necessário avaliar os custos da aquisição e verificar se as parcelas cabem no orçamento no longo prazo.



