O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HC-FMRP-USP) estreou no ranking das melhores instituições de saúde da América Latina e ficou na 37ª posição entre 105 hospitais avaliados.
O Brasil teve 41 instituições incluídas no levantamento deste ano, com três hospitais entre os primeiros colocados. O HC de Ribeirão Preto também se destacou em categorias específicas, com a quinta posição em criação de conhecimento, a 19ª em tecnologia e a 20ª em eficiência.
Para o presidente do HC de Ribeirão Preto, Ricardo Cavali, o resultado está relacionado principalmente à produção de conhecimento, à atuação conjunta com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e à implementação de novas tecnologias.
Conhecimento
Segundo Cavali, o hospital tem investido em tecnologia e inovação e se destacado em procedimentos de alta complexidade. Ele citou a realização de cirurgias robóticas e tratamentos de última geração como exemplos da atuação da instituição.
O presidente afirmou ainda que o HC pretende melhorar a posição em outros critérios avaliados pelo ranking. Para ele, hospitais privados que aparecem entre os primeiros colocados servem como referência para a busca de melhorias também na rede pública.
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“Se tem gente que faz tão boa no privado, nós podemos fazer também no SUS tão bom quanto”, afirmou.
Infraestrutura
Apesar da posição de destaque, Cavali avalia que há espaço para avanços, principalmente em infraestrutura. Segundo ele, hospitais públicos enfrentam dificuldades relacionadas a investimentos em hotelaria, estrutura física e fluxos operacionais.
O presidente também citou a necessidade de aprimorar processos de recursos humanos, atendimento e humanização. Ele afirmou que o hospital pretende avançar ainda em agendas sustentáveis, com foco em qualidade, eficiência e sustentabilidade.
“Então qualidade, eficiência, sustentabilidade numa gestão séria e um compromisso com o SUS de ponta”, disse.
Alta complexidade
O HC de Ribeirão Preto também atende pacientes de diferentes regiões do país em tratamentos considerados de referência. Cavali destacou áreas como cirurgia de epilepsia, transplantes e outros procedimentos de alta complexidade.
De acordo com o presidente, a integração entre hospital, universidade e pesquisas desenvolvidas na instituição contribui para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de novas tecnologias.
O hospital realizou quase 2 milhões de consultas e procedimentos médicos e multidisciplinares no ano passado, segundo dados divulgados pela própria instituição. Para Cavali, o volume de atendimentos e a atuação multidisciplinar representam um desafio permanente de qualificação.
“E aí as pessoas têm que estar na mesma mentalidade da progressão, da ciência e da formação. E é isso que nós vamos buscar incansavelmente.”



