Motoristas que utilizam a ponte que liga os estados de São Paulo e Minas Gerais, na região de Rifaina, têm relatado preocupação com as condições da estrutura. O local é importante para o tráfego diário de veículos e para o transporte de cargas entre os dois estados.
Enquanto o lado paulista passou por recapeamento e melhorias recentes, o trecho que pertence a Minas Gerais ainda não recebeu manutenção, o que tem gerado críticas e insegurança entre usuários.
Estrutura desigual
No lado de São Paulo, a ponte recebeu novo asfalto e sinalização, o que melhorou a circulação e trouxe mais estabilidade para os veículos. No entanto, ao cruzar o limite estadual, motoristas relatam mudanças bruscas nas condições da pista.
Segundo relatos, o tráfego de caminhões provoca balanços na estrutura, principalmente no trecho mineiro, onde há desgaste mais evidente. A diferença entre os dois lados da ponte é apontada como um dos principais problemas.
Além disso, há registros de rachaduras, buracos e falhas nas juntas de dilatação, agravando a sensação de insegurança.
Manutenção pendente
Uma decisão judicial determinou que os dois estados são responsáveis pela manutenção da ponte, mas, até o momento, apenas São Paulo executou obras no local.
No lado de Minas Gerais, foram feitos apenas reparos pontuais nos últimos anos, sem intervenções recentes mais amplas. A situação tem gerado cobrança por parte de moradores e motoristas que utilizam a via com frequência.
A ponte, construída em 1968, apresenta sinais de desgaste ao longo do tempo, com infiltrações, concreto deteriorado e ferragens expostas.
Risco e cobrança
Relatórios técnicos indicam que a estrutura apresenta problemas de segurança, embora não haja risco imediato de desabamento. Ainda assim, a vida útil da ponte foi comprometida pelas condições atuais.
Órgãos responsáveis dos dois estados ainda devem apresentar estudos técnicos sobre a situação completa da estrutura, incluindo a parte inferior da ponte.
Usuários cobram rapidez nas obras para evitar agravamento dos problemas e garantir a segurança de quem depende da travessia diariamente.



