CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mudanças climáticas fazem o preço da laranja bater o maior valor dos últimos 30 anos

Caixa da fruta está sendo vendida a R$ 87,40, um reajuste de quase 25% em relação ao que era praticado em dezembro
Mudanças climáticas fazem o preço
Caixa da fruta está sendo vendida a R$ 87,40, um reajuste de quase 25% em relação ao que era praticado em dezembro

Caixa da fruta está sendo vendida a R$ 87,40, um reajuste de quase 25% em relação ao que era praticado em dezembro

O preço da caixa de laranja atingiu o maior patamar em 30 anos, segundo mostrou uma pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP. De dezembro até fevereiro, a alta foi de quase 25%, e o valor pago ao produtor chegou a R$ 87,40 — o maior desde 1994.

Clima e oferta: produtores e supermercados preocupados

Gerentes de supermercados e produtores atribuem a alta às variações climáticas. “Ora faz muito calor, ora chove; por isso oscila, e este ano a intensidade dos fenômenos climáticos está maior”, afirmou Antônio, gerente de um estabelecimento local. Ele acrescentou que, com a produção abalada, a tendência é de menos frutas sobrando no mercado e preços mais altos para o consumidor.

O cenário ficou ainda mais sensível porque o Brasil é um grande exportador de laranja e suco de laranja. Com a demanda externa firme e a oferta doméstica reduzida, a pressão sobre os preços se intensifica.

Estoques em queda e risco de nova alta

Para o economista Diego Gali, a combinação de estoques em consumo contínuo e disponibilidade em queda pode manter os preços em patamares elevados. “Se a produção continuar menor por causa das mudanças climáticas, o cenário pode piorar: os estoques seguem sendo consumidos e a disponibilidade diminui, o que mantém os preços altos e pode agravar a situação nos próximos dias ou meses”, explicou.

Consumidores adaptam compras

Os consumidores já percebem a diferença e ajustam o comportamento. “Estou achando essa um pouco verde, não sei se está doce… vou levar meia dúzia. Volto na segunda ou terça, que é dia de varejão e costuma ser mais em conta”, disse uma cliente ao explicar suas escolhas. Outros apontam que, se o preço de uma fruta ficar exorbitante, optam por trocar por outra com preço mais acessível.

Sem sinais claros de melhora imediata na produção, mercados e consumidores seguem atentos à evolução do clima e às cotações, buscando alternativas para lidar com a alta.

Compartilhe

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.